Perceções de discriminação religiosa...

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Perceções de discriminação religiosa...

O Eurobarómetro sobre Discriminação na União Europeia, que teve a sua última edição em 2015, analisa as perceções dos europeus sobre os diferentes tipos de discriminação, encontrando-se os resultados de cada Estado-membro da União Europeia (incluindo Portugal) comparados com a média europeia. Na edição de 2015, o questionário foi aplicado a quase 28 mil cidadãos nos 28 Estados-membros, correspondendo a uma amostra de 1.005 indivíduos inquiridos em Portugal.

Os dados deste Eurobarómetro mostram que em Portugal a discriminação com base na religião e crenças é percecionada como rara para uma maioria de respondentes (57%), quando para metade dos respondentes da União Europeia este tipo de discriminação é considerada comum. Ainda relativamente à perceção da discriminação na sociedade, apenas 15% dos respondentes de Portugal considera a expressão de uma crença religiosa (por exemplo, utilizar símbolos religiosos visíveis) um aspeto que poderá desfavorecer um candidato a emprego. Esta percentagem é bastante mais elevada nos respondentes da UE28: em média, 33% destes respondentes considera a expressão de uma crença religiosa como algo que pode prejudicar o potencial acesso a um emprego.



 


O Eurobarómetro analisou simultaneamente as atitudes pessoais face à discriminação, concluindo que apenas 9% dos respondentes de Portugal se sentiria desconfortável se no cargo político mais elevado do nosso país estivesse uma pessoa de uma religião diferente da maioria da população (contra 16% dos europeus da UE28). No que diz respeito a colegas de trabalho, os inquiridos de Portugal apresentam resultados ligeiramente superiores ao observado para a média da UE28 no que toca a ter colegas de trabalho ateus, judeus e budistas, uma vez que a percentagem dos que afirmam sentir-se desconfortáveis (7%, 9% e 8%, respetivamente) é superior à média da UE28 na mesma situação (5%, 6% e 7%, respetivamente). Por outro lado, importa realçar que a percentagem de respondentes de Portugal que se mostra indiferente à presença de colegas de trabalho destas categorias ronda os 20%, quando para a média da UE28 os respondentes que se declaram indiferentes não ultrapassam os 13%. Relativamente aos muçulmanos, 20% dos respondentes de Portugal declara ser indiferente à presença de colegas desta religião (mais 10 pontos percentuais que o observado para a média da UE28) e apenas 12% declara sentir-se desconfortável (menos 1 ponto percentual que os respondentes da UE28).