"Imigração e relações de gênero: Subjetividades emergentes ou em recomposição?"

Autor(es):
Felizardo Tchiengo Bartolomeu Costa, José Sterza Justo

Publicação:
Revista Latino-americana de Geografia e Gênero, 7 (2), 2016

Resumo:
Diferentemente de outras épocas, o imigrante na atualidade continua mantendo laços e relacionamentos estreitos e contínuos com seu país de origem, exercendo um protagonismo psicossocial e cultural em ambos os países. O presente artigo examina, particularmente, ressonâncias do transnacionalismo na subjetividade, tomando como objeto de análise uma música angolana que retrata sentimentos de estranhamento, sentidos por uma mulher, das condutas e atitudes do marido recémretornado do Brasil. Na letra da música, a mulher se queixa de que o marido retornou bastante abrasileirado, expressando no relacionamento com ela hábitos e costumes que considera estranhos, inadequados e transgressores aos hábitos e à moralidade locais. É possível verificar, mediante essa música, o quanto o tema da emigração para o Brasil está presente no imaginário dos angolanos e como se sentem afetados pela transubjetividade dos seus conterrâneos que retornam e infiltram elementos estranhos e transgressores na mais recôndita intimidade da cultura, representada pela vida afetiva e sexual de um casal.

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