"Políticas linguísticas e definição de parâmetros para o ensino de português como língua adicional: perspectivas portuguesa e brasileira"

Autor(es):
Juliana Roquele Schoffen, Alexandre Ferreira Martins

Publicação:
Revista Virtual de Estudos da Linguagem, 14 (26), 2016

Resumo:
Este artigo se propõe a apresentar as perspectivas portuguesa e brasileira para o ensino de português como língua adicional, a fim de apontar os contrastes existentes entre essas duas orientações teóricas. Descrevemos, para isso, os contextos de expansão da área de PLA em Portugal e no Brasil, e os documentos que orientam as abordagens de ensino adotadas pelos dois países. Do contexto português, são apresentados os três documentos elaborados por Portugal para o ensino de PLA (“Português Língua Não Materna no Currículo Nacional: Documento Orientador”; “Orientações Programáticas de Português Língua Não Materna (PLNM): Ensino Secundário” e o “Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro”). Do contexto brasileiro, já que não existem parâmetros para o ensino de PLA, tomamos por base os documentos oficiais do Exame Celpe-Bras, importante instrumento de política linguística brasileiro e responsável pelo (re)direcionamento do ensino de PLA no Brasil e no exterior, e os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de língua portuguesa, cuja orientação teórica se assemelha em muitos aspectos ao construto teórico do Celpe-Bras. A partir desses documentos, contrastamos as perspectivas portuguesa e brasileira, mostrando que, embora Portugal possua um documento orientador para o ensino de PLA, as diferenças entre as duas perspectivas dificultam o uso desse documento em contexto brasileiro. Enfatizamos, dessa forma, a importância da redação de parâmetros curriculares brasileiros para o ensino de PLA, a fim de consolidar a perspectiva brasileira e servir de base para a definição de currículos, a elaboração de materiais didáticos e a formação de professores.

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