5. Estudos OM sobre educação, imigração e descendentes de imigrantes em Portugal

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5. Estudos OM sobre educação, imigração e descendentes de imigrantes em Portugal

COLEÇÃO ESTUDOS:
 

Caminhos escolares de jovens africanos (PALOP) que acedem ao ensino superior, Teresa Seabra (coord.), Cristina Roldão, Sandra Mateus e Adriana Albuquerque, Estudo OM 56, julho de 2016: Este estudo, a lançar em dezembro de 2016, parte do reconhecimento que se sabe pouco acerca dos percursos escolares dos descendentes africanos até chegarem ao ensino superior. Sendo esta uma realidade ‘emergente’ o objeto de pesquisa deste estudo é responder a algumas questões, nomeadamente: qual a estimativa e evolução do número desses estudantes no ensino superior? Que tipo de orientações escolares são seguidas no ensino superior, e que trajetos escolares passados (resultados e orientações escolares) estão a montante dessa entrada no ensino superior? Como se caracterizam as condições socioeconómicas desses jovens e como é que afetam o seu ingresso no ensino superior? Nos casos de maior vulnerabilidade socioeconómica, como são construídos e experienciados esses trajetos escolares?




Educação e Imigração: A Integração dos Alunos Imigrantes nas Escolas do Ensino Básico do Centro Histórico de Lisboa, Maria João Hortas, Estudo OM 50, dezembro de 2013: Este estudo aborda o papel fundamental que a escola desempenha enquanto território de integração social, centrando a sua análise nos alunos imigrantes ou descendentes de imigrantes de três escolas do ensino básico no Centro Histórico de Lisboa. Neste sentido, o trabalho da autora dá relevância ao papel desempenhado pelos vários atores que intervêm no processo de integração - os pais, os alunos, a escola e a administração central – e também aos eventuais obstáculos ou barreiras que podem interferir nesse processo. Os resultados permitem obter uma caracterização da imagem e expectativas que os alunos e as famílias imigrantes têm sobre o seu percurso na escola portuguesa e, por outro, as expectativas que as escolas desenvolvem face a esses alunos. Com base nestes dados, a autora elabora uma série de recomendações dirigidas aos imigrantes, às escolas e à administração central que visam complementar as mudanças ao nível da legislação, dos currículos e das orientações dos projetos educativos que, nos últimos anos, têm contribuído para melhorias significativas ao nível da integração dos alunos imigrantes. Consulte aqui este estudo.

 


Trajetos e projetos de jovens descendentes de imigrantes à saída da Escolaridade Básica, Teresa Seabra, Sandra Mateus, Elisabete Rodrigues e Magda Nico, Estudo OM 47, abril de 2011: Neste trabalho, a equipa analisa o efeito dos contextos escolares e familiares nas aspirações e expectativas escolares e profissionais de alunos descendentes de imigrantes. Com este objetivo em vista, as autoras recorreram a uma metodologia mista (inquérito por questionário e entrevista semidiretiva) aplicada a alunos do 9º ano de escolaridade em dois estabelecimentos de ensino na  Área Metropolitana de Lisboa. Os resultados obtidos foram agrupados em quatro eixos de análise (institucional, contextual, de práticas, consumos e identidades, e de representações e orientações) e revelam que fatores sociais como a origem de classe e a escolaridade dos pais dos alunos são variáveis explicativas por excelência para o fenómeno em estudo. Neste contexto, o domínio da língua portuguesa e as baixas expectativas dos docentes em relação aos alunos de origem africana emergem como preditores significativos do insucesso escolar entre esta população. Consulte aqui este estudo.

 


Diversidade linguística no sistema educativo português: Necessidades e práticas pedagógicas nos Ensino Básico e Secundário, Maria Vieira da Silva e Carolina Gonçalves, Estudo OM 46, abril de 2011: Este trabalho desenvolvido em escolas públicas da região da Grande Lisboa, mais concretamente no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, articulou-se segundo dois objetivos principais: por um lado, conhecer e categorizar a diversidade linguística existente no sistema educativo português através do levantamento das principais dificuldades de aprendizagem sentidas pelos alunos cuja língua materna não é o português. Por outro, averiguou quais as estratégias e atividades pedagógicas que são promovidas pelos professores, em sala de aula, no ensino-aprendizagem da língua do país de acolhimento. Este estudo fundamentou-se em questionários aplicados a uma amostra de mais de 800 alunos e 32 professores, identificando-se, ao nível dos resultados, diferenças significativas na perceção da dificuldade de aquisição de conhecimentos entre os alunos com ascendência em países de língua oficial portuguesa e os restantes elementos da amostra. A repercussão do domínio do português noutras disciplinas do currículo é reconhecida pelos professores mas desvalorizada pelos alunos, levando as autoras a recomendar uma maior articulação entre todos os docentes no sentido de sublinhar a importância basilar do ensino da língua portuguesa para todo o contexto escolar. Consulte aqui este estudo.

 

COLEÇÃO TESES:
 


Estudantes Internacionais no Ensino Superior Português: Motivações, Expectativas, Acolhimento e Desempenho, Elisa Alves, Tese OM 46, dezembro de 2015
: A investigação realizada por Elisa Alves elegeu como objeto de estudo os estudantes chegados a Portugal para frequentar o 2.º ou o 3.º ciclo do ensino superior, centrando a sua atenção nos oriundos de países de língua oficial portuguesa, nomeadamente Angola, Brasil e Cabo-Verde. A autora procurou averiguar o modo como estes estudantes percecionam o seu percurso académico, incidindo a sua análise sobre a experiência vivida na instituição de ensino superior mas também sobre as condições que os alunos encontram, de forma mais global, na sociedade de acolhimento. Os resultados indicam que, para estes alunos, a decisão de perseguir estudos numa instituição de ensino superior portuguesa é percecionada como benéfica em termos curriculares e é influenciada de forma determinante pela proximidade cultural, mais concretamente pelo domínio de uma língua comum. Contudo, emergem também dos resultados algumas dificuldades de adaptação ao sistema de ensino português, sobretudo no domínio da expressão escrita, que afetam negativamente seu o desemprenho escolar e as suas relações sociais. Consulte aqui este estudo.

 


A Segunda Geração de Imigrantes em Portugal e a diferenciação do Percurso Escolar – Jovens de Origem Cabo-verdiana versus Jovens de Origem hindu-indiana, Sónia Pires, Tese OM 23, agosto de 2009: Neste trabalho, Sónia Pires procura identificar os principais fatores que levam jovens imigrantes e filhos de imigrantes, oriundos de famílias com baixo capital humano e a residirem em bairros degradados, a singrar no ensino superior. Para tal, recorre a uma abordagem comparativa de estudantes com origem cabo-verdiana e de estudantes hindus de origem indiana, optando por uma metodologia eminentemente qualitativa alicerçada na entrevista semidiretiva. Através da análise dos resultados, a autora explora um conjunto de fatores que inclui o capital económico e cultural dos pais dos entrevistados, a integração no meio envolvente local, as relações sociais primárias, o tipo de escola frequentada, e o próprio capital humano dos entrevistados. A combinação dos diversos fatores em análise permite avançar uma primeira tipologia de integração diferenciada, remetendo, em última análise, para o contexto da incorporação destas comunidades na sociedade portuguesa. Consulte aqui este estudo.

 


Percursos Escolares de Descendentes de Imigrantes de Origem Cabo-verdiana em Lisboa e Roterdão, Elsa Casimiro, Tese OM 20, dezembro de 2008: O trabalho aqui apresentado por Elsa Casimiro promove uma caracterização do percurso de estudantes cabo-verdianos em Lisboa e em Roterdão no que respeita a diversas variáveis: a sua inserção no país de acolhimento, os meios de combate ao absentismo e insucesso escolar, as diferenças do sistema de ensino nos dois países, os apoios e as saídas profissionais. A autora realizou inquéritos por questionário e entrevistas a alunos do Colégio Pina Manique, em Lisboa, e da Nieuw-Rotterdam School, em Roterdão, obtendo um conjunto de dados que permitem caracterizar estas populações em duas dimensões distintas: os elementos que os imigrantes transportam desde a origem e difundem nas cidades de acolhimento, por um lado, e, por outro, o percurso dos estudantes baseado nos resultados académicos, nas razões que justificam as diferenças entre as duas cidades e na eventual estagnação ou ascensão social em relação aos seus progenitores. Consulte aqui este estudo.

 


Integração e Escola em Populações Imigrantes da Ex-URSS, Viktoria Mirotshnik, Tese OM 18, dezembro de 2008: Viktoria Mirotshnik apresenta neste estudo uma proposta assente num quadro teórico de matriz sistémica que pretende suprir as insuficiências da abordagem clássica à integração escolar dos filhos de imigrantes no país de acolhimento. O trabalho, realizado no âmbito de um Mestrado de Ciências da Educação, apresenta a integração como um processo de gestão de uma realidade social diversa e heterogénea, e centra a sua análise nas expectativas formuladas por imigrantes provenientes da ex-URSS residentes em Portugal relativamente aos seus filhos e ao sistema educativo português. Com base na distinção entre diferentes estatutos socioculturais de origem e de destino, os imigrantes entrevistados foram inseridos em quatro grupos e inquiridos sobre as suas representações sobre da escola em geral, da escola portuguesa, da escola dos países de origem, das estratégias face à integração escolar dos seus filhos e expectativas em relação à sua educação. Verificou-se que a condição económica e social dos imigrantes não determina significativamente o nível de integração escolar dos seus filhos. Os resultados mostram que as representações, expectativas e aspirações dos imigrantes não dependem somente dos estatutos socioculturais pré-migratórios, mas também nos processos de socialização em que estiveram envolvidos. Consulte aqui este estudo.

 


Contributos para uma Educação para a Cidadania: Professores e Alunos em Contexto Intercultural, Sónia Almeida Araújo, Tese OM 17, dezembro de 2008: No âmbito da sua dissertação de Mestrado, Sónia Almeida Araújo procurou definir e identificar qual o papel do professor do 1º Ciclo do Ensino Básico na construção da cidadania em contexto intercultural, explorando as principais dimensões do processo de integração de crianças imigrantes na escola portuguesa e auscultando as opiniões dos professores, das próprias crianças e dos seus encarregados de educação. A autora, recorrendo a uma metodologia qualitativa fundamentada em entrevistas semidiretivas, centrou o seu escrutínio em escolas dos concelhos da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde e em alunos (e respetivas famílias) oriundos do Brasil e do Leste Europeu. Dos resultados obtidos, salienta-se a identificação de um conjunto de dificuldades ao nível da comunicação oral (principalmente no que respeita a alunos do leste europeu) e escrita (também extensível aos alunos brasileiros), bem como insuficiências relativas apoio escolar na aprendizagem da língua portuguesa a alunos estrangeiros. No que concerne aos encarregados de educação, realça-se que os oriundos de países do leste da Europa referem o ensino oficial português do 1.º CEB como menos exigente do que o dos seus países de origem. Consulte aqui este estudo.


COLEÇÃO PORTUGAL INTERCULTURAL



PORTUGAL: PERCURSOS DE INTERCULTURALIDADE, Volume IV (Desafios à Identidade), III. “A educação intercultural”, Roberto Carneiro (2008): Neste artigo, Roberto Carneiro, à altura diretor deste Observatório e ex-ministro da educação, faz uma digressão teórica pelos principais fundamentos de uma Educação Intercultural, com particular realce para as propostas de organizações internacionais, analisando ainda as principais opções de política pública em Portugal, designadamente as que se encontram vertidas na criação estratégica do Secretariado Entreculturas, o qual foi responsável na década de 1990. O autor começa por caracterizar o enquadramento de uma Educação para os Valores e para a Cidadania, analisando o contexto axiológico da Educação Intercultural à luz dos conceitos mais avançados da literatura sobre Ética, Valores, Sociedade e Cultura de convivialidade. Em seguida, examina mais detalhadamente o tema «Aprender a Viver Juntos», um dos quatro pilares das novas aprendizagens para o século XXI, propostas em 1996 pela Comissão Internacional para a Educação no Século XXI constituída no âmbito da UNESCO. Por fim, debruça-se sobre o processo de criação e o lançamento do Secretariado Entreculturas em Portugal, do qual foi o principal impulsionador. Consulte aqui este artigo.