Educação e qualificações da mulher estrangeira…

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Educação e qualificações da mulher estrangeira…

 

Os últimos anos ficaram marcados pelo aumento substantivo do número de estudantes estrangeiros no ensino superior português. No ano letivo de 2014/2015, os alunos estrangeiros correspondiam a 33.523 inscritos, representando 10% do total de alunos matriculados no ensino superior. A distribuição por sexos dos alunos estrangeiros revela uma prevalência e reforço do sexo feminino. No ano letivo de 2014/2015 representavam 55,2% do total de alunos estrangeiros, apresentando um crescimento de +42% face ao início da década (mais cerca de 5.500 alunas estrangeiras inscritas no ano letivo de 2014/2015 do que no ano de 2011/2012). No ano letivo de 2014/2015 as principais nacionalidades das alunas estrangeiras inscritas no ensino superior português eram a brasileira (27,6% do total de alunas estrangeiras), espanhola (8,8%), angolana (8,4%), cabo-verdiana (7,2%) e italiana (6,5%). Estas cinco nacionalidades eram também as mais expressivas entre os alunos estrangeiros do sexo masculino.

 

 

Em termos de desempenho, as mulheres estrangeiras encontram-se em maior proporção no número total de diplomados estrangeiros do ensino superior. A percentagem de mulheres estrangeiras no número total de diplomados estrangeiros tem-se mantido desde o início desta década em valores iguais ou superiores a 53%. Em 2014/2015 representaram 54% e em 2011/2012 chegaram a atingir os 58% do total de diplomados estrangeiros. De notar ainda que no ano letivo de 2014/2015 as mulheres de nacionalidade estrangeira representaram 4% do total de mulheres diplomadas no ensino superior português.

A partir dos dados dos Quadros de Pessoal ainda verifica-se que as mulheres estrangeiras começam a mostrar qualificações ligeiramente superiores aos homens estrangeiros, registando percentagens mais elevadas que estes últimos nos níveis de habilitação superiores (12% possuem ensino superior completo, +3 pontos percentuais que os homens estrangeiros) e médios (27% têm ensino secundário e pós-secundário, quando no caso dos homens estrangeiros a percentagem é de 26%). Por comparação às trabalhadoras de nacionalidade portuguesa, as mulheres estrangeiras apresentam, contudo, percentagens muito abaixo destas no que toca às habilitações de nível superior (menos 11 pontos percentuais). O mesmo sucede em relação aos homens portugueses cuja percentagem de efetivos com habilitações superiores atinge os 16%: portanto mais 4 pontos percentuais que as mulheres estrangeiras no mesmo nível de ensino.