Escola afro-luso-brasileira vai ensinar oitenta jovens

Escola afro-luso-brasileira vai ensinar oitenta jovens

PIONEIRO: Obra da Cooperativa Ensino e Arte custa 850 mil euros
Por Miguel Gonçalves
13 de Abril de 2004, Jornal de Notícias

 

A Cooperativa de Ensino e Arte (CEA) - uma organização não-governamental com sede em Coimbra - vai criar, na Quinta do Carmo (Monte Formoso), a Escola Afro-Luso-Brasileira. Uma instituição intercultural de ensino, que vai custar 850 mil euros e que se destina, numa primeira fase, a 80 alunos dos ensinos pré-escolar e básico integrado e, no futuro, também aos do ensino superior. 

Rosa Mayunga, vice-presidente da CEA, disse, ao JN, que, "ao fim de seis anos de espera pela cedência de um espaço para instalar a escola, finalmente fez-se luz e abriu-se a oportunidade para criar um projecto único a nível nacional".
"Que saiba, só na Holanda e no Zimbabué ou na Tanzânia é que existem estabelecimentos de ensino deste género", afirmou a principal impulsionadora do projecto, que tem o "sonho" de ver a escola a funcionar já no próximo ano lectivo.

Os currículos a ministrar serão idênticos aos das escolas estatais. As diferenças/novidades irão residir na oferta de disciplinas que Rosa Mayunga considera "mais-valias profundamente enriquecedoras".

Estamos a falar do ensino de História de África, de Portugal e do Brasil, das línguas nacionais dos estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de disciplinas de teatro, dança e artes plásticas da CPLP.
Mas, ao contrário do que possa imaginar-se, a escola da CEA vai ser um espaço aberto a todo o tipo de alunos, independentemente da sua nacionalidade. "Uma escola é um espaço aberto, é um mundo e, por isso, não pode ser circunscrito aos afro-luso-brasileiros", defende Rosa Mayunga
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Notícia do Jornal de Notícias, http://jn.sapo.pt