Mulher estrangeira no mercado de trabalho…

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Mulher estrangeira no mercado de trabalho…

 

No ano de 2014, de acordo com os dados dos Quadros de Pessoal, a maior parte das mulheres estrangeiras exercia profissões não qualificadas (42,3% das mulheres estrangeiras estavam no grupo profissional da base do mercado de trabalho português, ou seja, mais 27 pontos percentuais que as mulheres portuguesas) ou desempenhava funções no grupo profissional dos “vendedores e trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança” (29,8%, mais 1 ponto percentual que as mulheres portuguesas). De notar ainda que cerca de 15% das mulheres portuguesas ocupava “cargos dirigentes” ou era “especialista das atividades intelectuais e científicas” (dois grupos profissionais de topo), quando apenas 7% das mulheres estrangeiras exercia atividade nestes grupos profissionais de topo (-8 pontos percentuais que as mulheres portuguesas).

No mesmo ano de referência, e à semelhança das mulheres estrangeiras, a maioria dos homens estrangeiros também exercia profissões não qualificadas (24%) ou desenvolvia atividade no grupo profissional dos “vendedores e trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança” (20%). De notar que uma percentagem importante exercia uma profissão qualificada na indústria e construção (19%). Apenas 8% dos homens estrangeiros desenvolvia atividade nos dois grupos profissionais do topo, quando no caso dos homens portugueses essa percentagem era de 15%.

 

 

No ano de 2014, as atividades económicas com mais mulheres estrangeiras eram as atividades administrativas e dos serviços de apoio (25%), as atividades associadas ao alojamento, restauração e similares (23%) e o comércio por grosso e a retalho (15%). Os homens estrangeiros também se concentram nestas três atividades económicas, sendo que no caso destes trabalhadores destaca-se também o sector económico da construção.

No universo de portugueses, quer se trate de trabalhadores do sexo feminino ou do sexo masculino, destacam-se dois sectores económicos: a indústria transformadora e o comércio por grosso e a retalho. No caso das mulheres trabalhadoras portuguesas a estes dois sectores junta-se ainda o sector associado às atividades de saúde humana e apoio social e, no caso dos trabalhadores do sexo masculino, evidencia-se também o sector da construção.