Sinistralidade Laboral e Estrangeiros residentes na Europa

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Sinistralidade Laboral e Estrangeiros residentes na Europa


Segundo dados disseminados pelo Eurostat quanto à incidência de acidentes de trabalho mortais verifica-se bastante variedade de situações na Europa. Os extremos são representados pela Holanda, em que a taxa de incidência de acidentes de trabalho mortais por 100.000 trabalhadores assume o valor mínimo de 0,6 e a Roménia, em que assume o valor máximo de 5,5. No grupo de países analisados, em 2014, Portugal assume o quinto lugar entre os países com maior taxa de incidência de sinistralidade laboral mortal, com o valor de 3,6 acidentes de trabalho mortais por 100.000 trabalhadores (menos 2 pontos percentuais que o país europeu com maior incidência de sinistralidade laboral). Entre Portugal e a Roménia encontram-se a Lituânia (4,7), a Letónia (4,5) e a Bulgária (4,5), que juntamente formam o conjunto de países com maior incidência de sinistralidade laboral.
 


Deve atender-se, porém, que não se verifica qualquer relação causal entre os fenómenos da imigração e da sinistralidade laboral. O aumento ou diminuição da imigração não influencia a respetiva evolução dos acidentes de trabalho nos países. Por outro lado, observa-se que não são os países com mais imigrantes que apresentam as mais altas taxas de sinistralidade laboral.

Recorrendo a dados de 2014 disseminados pelo Eurostat, comparando para cada país europeu a percentagem de residentes não nacionais com a taxa de incidência de acidentes laborais mortais verifica-se que não há qualquer relação entre os dois fenómenos. Há países com quase nula ou muito baixa percentagem de residentes não nacionais e altas taxas de sinistralidade laboral (e.g. Roménia, Bulgária, Lituânia, Portugal, Eslovénia), tal como há países com elevada percentagem de estrangeiros residentes e baixa ou moderada taxa de acidentes laborais mortais (e.g. Suíça, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha, Reino Unido), ou ainda países com expressiva sinistralidade laboral e significativa percentagem de estrangeiros no total de residentes (e.g. Letónia, Áustria, Itália, Espanha) e países com baixa sinistralidade e baixa percentagem de não nacionais (e.g. Holanda).