Caminhos Escolares de Jovens Africanos que Acedem ao Ensino Superior

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O Trabalho da Arte e a Arte do Trabalho: Circuitos Criativos de Artistas Imigrantes em Portugal

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Boletim Estatístico OM: A Mulher Estrangeira na População Residente em Portugal

Boletim Estatístico OM: A Mulher Estrangeira na População Residente em Portugal http://www.om.acm.gov.pt/en/publicacoes-om/colecao-imigracao-em-numeros/boletins-estatisticos _self

Sabia que não se verifica em Portugal uma distribuição equilibrada por sexos da população estrangeira residente?

Newsletter Sabia Que 3 Tema Mulheres Migrantes.pdf

Novo poster estatístico OM: Distribuição das Mulheres Imigrantes no Território

Importância relativa de Mulheres na População Imigrante no território.pdf

Posters Estatísticos


Importância relativa de Mulheres na População Imigrante no território.pdf

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O Trabalho da Arte e a Arte do Trabalho: Circuitos Criativos de Artistas Imigrantes em Portugal

Estudo_OM58_br.pdf

#1 - A Mulher Estrangeira na População Residente em Portugal

Feminização da Imigração

Neste mês de março dedicamos esta nova rubrica do Observatório das Migrações - orientada para informar e desconstruir mitos relacionados com a imigração através da disseminação de dados sistematizados na Coleção Imigração em Números do OM – ao tema das mulheres migrantes para assinalar o Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março. Esta edição dos Destaques Estatísticos OM é complementar a outras novidades do OM lançadas este mês e que destacam a feminização da imigração e algumas das tendências de integração das mulheres estrangeiras residentes em Portugal: Newsletter Temática, Semana Temática do Centro de Documentação, posts Sabia que… no facebook, e o novo Poster Estatístico OM.

Para aprofundar o conhecimento acerca deste tema não perca também no próximo dia 23 de março a primeira sessão dos Diálogos do OM que contará com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade e onde será lançado o primeiro Boletim Estatístico do OM sobre a “A Mulher Estrangeira na população residente em Portugal”.

Subscreva esta newsletter OM através do email om@acm.gov.pt e acompanhe-nos em www.om.acm.gov.pt Acompanhe também os posts Sabia que… do OM na nossa página do Facebook em https://www.facebook.com/observatoriodasmigracoes.


Mulher estrangeira no mercado de trabalho…

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Mulher estrangeira no mercado de trabalho…

 

No ano de 2014, de acordo com os dados dos Quadros de Pessoal, a maior parte das mulheres estrangeiras exercia profissões não qualificadas (42,3% das mulheres estrangeiras estavam no grupo profissional da base do mercado de trabalho português, ou seja, mais 27 pontos percentuais que as mulheres portuguesas) ou desempenhava funções no grupo profissional dos “vendedores e trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança” (29,8%, mais 1 ponto percentual que as mulheres portuguesas). De notar ainda que cerca de 15% das mulheres portuguesas ocupava “cargos dirigentes” ou era “especialista das atividades intelectuais e científicas” (dois grupos profissionais de topo), quando apenas 7% das mulheres estrangeiras exercia atividade nestes grupos profissionais de topo (-8 pontos percentuais que as mulheres portuguesas).

No mesmo ano de referência, e à semelhança das mulheres estrangeiras, a maioria dos homens estrangeiros também exercia profissões não qualificadas (24%) ou desenvolvia atividade no grupo profissional dos “vendedores e trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança” (20%). De notar que uma percentagem importante exercia uma profissão qualificada na indústria e construção (19%). Apenas 8% dos homens estrangeiros desenvolvia atividade nos dois grupos profissionais do topo, quando no caso dos homens portugueses essa percentagem era de 15%.

 

 

No ano de 2014, as atividades económicas com mais mulheres estrangeiras eram as atividades administrativas e dos serviços de apoio (25%), as atividades associadas ao alojamento, restauração e similares (23%) e o comércio por grosso e a retalho (15%). Os homens estrangeiros também se concentram nestas três atividades económicas, sendo que no caso destes trabalhadores destaca-se também o sector económico da construção.

No universo de portugueses, quer se trate de trabalhadores do sexo feminino ou do sexo masculino, destacam-se dois sectores económicos: a indústria transformadora e o comércio por grosso e a retalho. No caso das mulheres trabalhadoras portuguesas a estes dois sectores junta-se ainda o sector associado às atividades de saúde humana e apoio social e, no caso dos trabalhadores do sexo masculino, evidencia-se também o sector da construção.

 


Educação e qualificações da mulher estrangeira…

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Educação e qualificações da mulher estrangeira…

 

Os últimos anos ficaram marcados pelo aumento substantivo do número de estudantes estrangeiros no ensino superior português. No ano letivo de 2014/2015, os alunos estrangeiros correspondiam a 33.523 inscritos, representando 10% do total de alunos matriculados no ensino superior. A distribuição por sexos dos alunos estrangeiros revela uma prevalência e reforço do sexo feminino. No ano letivo de 2014/2015 representavam 55,2% do total de alunos estrangeiros, apresentando um crescimento de +42% face ao início da década (mais cerca de 5.500 alunas estrangeiras inscritas no ano letivo de 2014/2015 do que no ano de 2011/2012). No ano letivo de 2014/2015 as principais nacionalidades das alunas estrangeiras inscritas no ensino superior português eram a brasileira (27,6% do total de alunas estrangeiras), espanhola (8,8%), angolana (8,4%), cabo-verdiana (7,2%) e italiana (6,5%). Estas cinco nacionalidades eram também as mais expressivas entre os alunos estrangeiros do sexo masculino.

 

 

Em termos de desempenho, as mulheres estrangeiras encontram-se em maior proporção no número total de diplomados estrangeiros do ensino superior. A percentagem de mulheres estrangeiras no número total de diplomados estrangeiros tem-se mantido desde o início desta década em valores iguais ou superiores a 53%. Em 2014/2015 representaram 54% e em 2011/2012 chegaram a atingir os 58% do total de diplomados estrangeiros. De notar ainda que no ano letivo de 2014/2015 as mulheres de nacionalidade estrangeira representaram 4% do total de mulheres diplomadas no ensino superior português.

A partir dos dados dos Quadros de Pessoal ainda verifica-se que as mulheres estrangeiras começam a mostrar qualificações ligeiramente superiores aos homens estrangeiros, registando percentagens mais elevadas que estes últimos nos níveis de habilitação superiores (12% possuem ensino superior completo, +3 pontos percentuais que os homens estrangeiros) e médios (27% têm ensino secundário e pós-secundário, quando no caso dos homens estrangeiros a percentagem é de 26%). Por comparação às trabalhadoras de nacionalidade portuguesa, as mulheres estrangeiras apresentam, contudo, percentagens muito abaixo destas no que toca às habilitações de nível superior (menos 11 pontos percentuais). O mesmo sucede em relação aos homens portugueses cuja percentagem de efetivos com habilitações superiores atinge os 16%: portanto mais 4 pontos percentuais que as mulheres estrangeiras no mesmo nível de ensino.

 

 


Feminização da população estrangeira residente…

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Feminização da população estrangeira residente…

 

Na presente década, embora globalmente se verifique uma diminuição da população estrangeira residente no país, evidencia-se um aumento da proporção de mulheres de nacionalidade estrangeira no total de residentes estrangeiros, tendo estas suplantado a partir de 2012 o número de residentes estrangeiros do sexo masculino. Os dados apontam para a feminização da imigração em Portugal, sendo que a distância entre a importância relativa de mulheres e homens estrangeiros tem vindo a aumentar nos últimos anos: em 2010 as mulheres representavam -1,3 pontos percentuais que os homens, passando para +2,5 pontos percentuais em 2013 e +2,9 pontos percentuais em 2015.

 

 

Os dados relativos à população estrangeira residente do sexo feminino por tipo de despacho associado à autorização de residência (AR) concedida em cada ano dão conta do crescente número de mulheres que migram fora dos contextos de reagrupamento familiar, por decisão própria e de forma autónoma. Os dados evidenciam o reforço de outras razões para a permanência das mulheres imigrantes (e.g. AR para atividade subordinada, AR para estudo), por contraposição à diminuição da importância relativa de mulheres estrangeiras com AR para reagrupamento familiar. Entre 2008 e 2014 verificou-se uma diminuição do número de mulheres estrangeiras titulares de AR para o reagrupamento familiar em -83% (quando a diminuição geral no número de mulheres estrangeiras residentes tinha sido apenas de -3%), em contraposição verificam-se aumentos substantivos nas mulheres estrangeiras residentes titulares de AR para investigação e atividades altamente qualificadas (taxa de variação de +817%), AR para trabalho independente (taxa de variação de +349%), AR para estudantes do ensino superior (+37%) e de AR para trabalho subordinado (+1%).

 

 

Considerando as dez nacionalidades numericamente mais expressivas em Portugal no ano de 2015, observa-se que a nacionalidade brasileira é aquela que mostra maior importância relativa do sexo feminino (61,6%). Entre os nacionais de São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde e Ucrânia as mulheres assumem igualmente maior importância relativa (as mulheres são-tomenses representam 55,1%, as angolanas 53,5%, as cabo-verdianas 53,4% e as ucranianas 51,3%). Por contraste, nota-se que entre os residentes de nacionalidade romena, guineense, inglesa e chinesa a proporção de homens é superior, respetivamente com 54,8%, 54,1%, 52,5% e 50,8%.

 

 


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Uploaded by Pedro Soares, 22-03-2017 14:09
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Diálogos do OM: “Feminização das Migrações em Portugal“

23 Mar 2017

 

No próximo dia 23 de março, entre as 16h15 às 18h, tem início no auditório do CNAIM-Lisboa o ciclo de Diálogos do Observatório das Migrações, um espaço de reflexão e diálogo construtivo entre académicos, decisores políticos e representantes da sociedade civil. Esta primeira sessão abordará o tema "Feminização das Migrações em Portugal", a propósito do Dia Internacional das Mulheres que se assinala este mês.

Após o acolhimento dos participantes e uma visita ao Centro de Documentação do CNAIM, Natália Gomes (Observatório das Migrações) apresentará o 1º Boletim Estatístico OM, integrado na Coleção Imigração em Números do OM, cujo número inaugural se debruça sobre A Mulher Estrangeira na População Residente em Portugal.

Decorrerá em seguida um debate em torno da Feminização das Migrações em Portugal, que contará com a moderação da Diretora do Observatório das Migrações, Catarina Reis Oliveira, e a participação de Joana Tropa (CIEG – Centro Interdisciplinar de Estudos de Género) e Carla Martingo (P&DFactor - Associação para a Cooperação sobre População e Desenvolvimento). As reflexões e contributos finais estarão a cargo de Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

O programa completo pode ser encontrado aqui. A entrada é livre, embora sujeita a inscrição prévia através do email seminarios@acm.gov.pt.

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Diálogos OM 1 - Feminização das Migrações e Mulheres Estrangeira PT.pdf