Godinho, Susana

Susana Godinho é licenciada em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Mestre em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e aluna de Doutoramento no mesmo instituto, tendo já concluído o primeiro ano. Em 2006 integrou a Bolsa de Formadores do Alto Comissariado para as Migrações (anterior ACIME e ACIDI) e coordenou o Gabinete de Apoio Técnico às Associações de Imigrantes e o Gabinete de Apoio ao Emprego e ao Empreendedorismo. Entre meados de 2007 e meados de 2011 assumiu funções de formadora, consultora e diretora pedagógica em Angola. De regresso a Portugal foi bolseira de investigação no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens na Universidade Nova de Lisboa. Reintegrou o Alto Comissariado para as Migrações em Outubro de 2011 tendo coordenado o Gabinete de Educação e Formação e, posteriormente, integrado a equipa de avaliação de pedidos de apoio financeiro ao abrigo de fundos comunitários (FEINPT), o Gabinete de Apoio às Políticas Locais e, em 2015, o Gabinete de Estudos e Relações Internacionais. Colaborou com outras entidades, enquanto socióloga e formadora, nas áreas da pobreza e exclusão social e da mediação intercultural, fez voluntariado na Young Women from Minorities em Estocolmo e estagiou na Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica. Integra a equipa do Observatório das Migrações desde setembro de 2017, assegurando nomeadamente o funcionamento do Centro de Documentação do ACM.

Publicações

GODINHO, S. (2010), Novos Possíveis, Estratégias Identitárias de Mulheres Oriundas da Guiné-Bissau em Portugal, volume 30 da Coleção de Teses do Observatório da Imigração, Lisboa: ACIDI.

GODINHO, S. (2009), “Novos possíveis: estratégias identitárias de mulheres oriundas da Guiné-Bissau em Portugal”, CIES E-Working Paper, 61/2009

Email
susana.godinho@acm.gov.pt


Recomendações do ICMPD: “Global Compact for Migration: an Agenda for tomorrow and beyond”


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Novo Poster Estatístico OM: Imigração e Nupcialidade


Novo Poster Estatístico OM: Estatísticas de Imigração

Posters Estatísticos


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Ficha Técnica

Direção: Catarina Reis Oliveira (desde 2015). Antes, Roberto Carneiro (entre 2007 e 2014).

Coordenação Editorial: Catarina Reis Oliveira (desde 2007) e Tiago Santos (desde 2018)

Comissão Científica Permanente
Ana Paula Beja Horta (CEMRI/UAb), Fernando Luis Machado ou Joana Azevedo (CIES/ISCTE-IUL), João Peixoto (SOCIUS/UTL), Jorge Vala (ICS/UL), José Carlos Marques (CICS/NOVA), Pedro Góis (CES/UC), Lucinda Fonseca ou Alina Esteves (IGOT/UL).

Especialistas poderão integrar a Comissão Científica, de forma pontual e não permanente, sendo devidamente identificados na Ficha Técnica dos números em causa.

Assistente de Redação: Natália Gomes (desde 2013) e Elisa Luís (desde 2018). Antes, Isabel Freitas (entre 2007 e 2008) e Cláudia Pires (entre 2009 e 2012).

Conceção Gráfica: António Souto

Propriedade do Título e Edição:
ACM - Alto Comissariado para as Migrações, IP
Rua Álvaro Coutinho, 14
1150-025 Lisboa - Portugal

Periodicidade: Anual

ISSN: 1646-8104


Chamada para artigos: REMHU 53, “Hostilidade contra os migrantes”


Seminário ISCTE: “Diversidade linguística e educação bi e plurilingue”


Seminario 1 mar2018.pdf

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Загружено пользователем Elisa Luis, 15.02.18 15:39
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Casamentos mistos em Portugal

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Sabia que na última década diminuiu significativamente o número de casamentos celebrados em Portugal, tendo nos últimos anos aumentado a importância relativa de casamentos celebrados entre cidadãos estrangeiros e casamentos mistos?
 


Em 2016, realizaram-se em Portugal 32.399 casamentos, mais 6 casamentos que em 2015 e menos 15.458 que em 2006. Nos últimos dez anos, nota-se uma quebra no número de casamentos na ordem dos 32,3%. Do total de casamentos celebrados em 2016, 84% foram casamentos entre cidadãos portugueses, 3,3% casamentos entre cidadãos estrangeiros e 12,7% corresponderam a casamentos mistos, ou seja, entre cônjuge português e cônjuge estrangeiro.

Nos últimos anos os casamentos entre portugueses têm diminuído substancialmente: entre 2006 e 2016 verificam-se menos 14.959 casamentos, correspondentes a uma taxa de variação de -35,5%. Por contraste, os casamentos entre estrangeiros apresentam uma evolução positiva, tendo aumentado entre 2006 e 2016 cerca de +43,7% (o correspondente a mais 329 casamentos).

Entre esses dez anos os casamentos mistos (entre portugueses e estrangeiros) também diminuíram: menos 828 casamentos do que o observado em 2006 e uma taxa de variação de -16,8%. Esta diminuição no número de casamentos mistos contraria a evolução observada entre 2001 e 2012, quando se verificou um aumento de +56% desses casamentos, em resultado do crescimento global da população estrangeira residente em Portugal (Oliveira e Gomes, 2014: 58). A explicação para esta inversão de tendência reside, em parte, no decréscimo global da população estrangeira residente em Portugal, observada desde 2010. 

 

 


“Will you marry me... in Portugal?”

“Will you marry me... in Portugal?”

11 de fevereiro de 2018
Susana Pinheiro / Público

Só no ano passado, o Ministério da Justiça registou 1131 casamentos de estrangeiros, mais do dobro dos 530 ocorridos em 2008. Em 2016, houve 890. São precisamente os irlandeses que surgem em segundo lugar no top 10 das nacionalidades de noivos que casaram em Portugal, em 2017, depois dos brasileiros. Seguem-se os alemães, ucranianos, ingleses, russos, polacos, italianos, cabo-verdianos e franceses — estes dados também incluem estrangeiros residentes em Portugal, mas excluem, por exemplo, os que assinam os papéis nos seus países de origem e chegam a Portugal para fazer as chamadas “cerimónias simbólicas” ou bênçãos, como Déborah e David Ryan, de 36 e 37 anos, respectivamente, fizeram há três anos, num hotel em Albufeira, no Algarve.


Relatório MPI Europe: “Designing Civic Education for Diverse Societies: Models, Tradeoffs, and Outcomes”


Relatório MPI Europe: “Mainstreaming 2.0: How Europe’s education systems can boost migrant inclusion”


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Sabia que a população estrangeira residente apresenta taxas de nupcialidade muito superiores às taxas de nupcialidade da população de nacionalidade portuguesa?
 


Relativamente aos casamentos importa ter em conta que os seus valores refletem também a estrutura etária de uma determinada população, sendo certo que a população de nacionalidade estrangeira apresenta uma maior concentração de efetivos nas idades “matrimoniais” porque são mais jovens e com maior prevalência em idades ativas (mais em Oliveira e Gomes 2017). A influência da estrutura etária pode ser atenuada com o cálculo da taxa de nupcialidade, que relaciona o número de casamentos celebrados com a população residente com idades entre os 15 e os 49 anos.

Desde o início desta década, a taxa de nupcialidade dos estrangeiros mostrou-se sempre superior à taxa de nupcialidade dos portugueses, atingindo sempre o dobro (ou mais do dobro da prevalência) desta última, o que significa que mesmo isolando os efeitos da estrutura etária a população de nacionalidade estrangeira mostra níveis de nupcialidade superiores aos da população portuguesa. Em 2016 cerca de 20 estrangeiros em cada 1000 residentes, com idades entre os 15 e os 49 anos, contraíram matrimónio, sendo que no caso dos cidadãos portugueses essa relação era de apenas 7 casamentos por cada 1000 residentes.

 

 


Taxa de endogamia em países europeus

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Sabia que enquanto nos países recentes de imigração tendem a ser prevalentes os casamentos ou uniões de facto de cônjuges/parceiros da mesma origem geográfica; nos países de imigração mais antiga há maior expressão de casais mistos, de origens geográficas diferentes?
 


Segundo dados divulgados pela OCDE na publicação Indicators of Immigrant Integration de 2015, em 2008 no conjunto dos países da União Europeia, 60% dos casais de nascidos no estrangeiro viviam com um companheiro/cônjuge da mesma origem geográfica. A proporção aumenta para 90% entre os casais nativos. Ainda segundo os mesmos dados (OCDE, 2015: 44), os imigrantes são particularmente endogâmicos em países de imigração recente, como a Grécia, Espanha e também a Estónia. Os nativos de países europeus, ao contrário, são mais propensos a viver em casais mistos em países de imigração mais antiga, onde a percentagem de casais mistos cresceu com o aumento do número de filhos de imigrantes ou descendentes já nacionais desses países, como acontece em França ou no Luxemburgo. 

Relativamente a Portugal, estes dados publicados pela OCDE revelam que os cidadãos nativos são mais endogâmicos que os cidadãos imigrantes (nascidos no estrangeiro): os nativos apresentam uma taxa de endogamia de 94,9% e os nascidos no estrangeiro apresentam uma taxa de 47,8%. Portugal apresenta também as tendências observadas em outros países de imigração recente: com taxas de endogamia entre os cidadãos nativos muito semelhantes às observadas em países como a Grécia (95,3%) e a Espanha (94,3%). 

 

 


Relatório OCDE: “Adressing Forced Displacement through Development Planning and Co-operation”


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