Autorizações de residência por razões educativas

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Autorizações de residência por razões educativas

Sabia que em 2016 o país da União Europeia com maior percentagem de primeiras concessões de autorizações de residência por razões educativas a estrangeiros foi o Reino Unido?


Nos últimos anos a entrada de estudantes estrangeiros nos diferentes países de acolhimento ganhou importância relativa nos fluxos de imigração. Segundo o EUROSTAT o país com maior afluência de imigrantes por razões educativas em 2016 foi o Reino Unido, totalizando as autorizações de residência para estudo 42% do total de primeiras concessões de autorizações de residência. Seguiam-se a Roménia e Hungria, com 39% e 34% dos respetivos totais de primeiras concessões de autorizações de residência. No extremo oposto da distribuição encontramos a Grécia, a Polónia e a Suécia, com apenas 2%, 6% e 6% de primeiras autorizações de residência por razões educativas, respetivamente. Em 2016 a média de primeiras autorizações de residência relacionadas com educação nos países da União Europeia foi de 20%, encontrando-se Portugal abaixo dessa média com 12% de primeiras autorizações de residência por razões educativas. Este valor de Portugal representa uma ligeira subida relativamente aos dois anos precedentes, mas fica bastante aquém dos 26% registados em 2012. Nessa ocasião, contrariando a queda das restantes autorizações de residência (nomeadamente por razões de trabalho), as primeiras autorizações por razões educativas foram 26% do total, situando-se nesse ano acima da média da União Europeia registada então (22%).

Novos dados disponibilizados pela OCDE permitem ainda identificar o peso relativo dos estudantes estrangeiros no total de novos inscritos no ensino superior. Observa-se que o país com maior percentagem de ingressos internacionais é o Luxemburgo, com 45%, seguido a alguma distância pela Nova Zelândia (33%), e depois pela Áustria (20%) e a Islândia (20%). O Chile (0%), o México (0%) e a Turquia (1%) são os países da OCDE com menor proporção de estudantes internacionais nos ingressos registados em 2015. Em Portugal o peso registado dos estudantes internacionais nos novos inscritos foi de 3%.

Para mais detalhes acerca destes dados consultar a Coleção Imigração em Números deste Observatório, nomeadamente o Boletim Estatístico OM # 3 sobre “Estudantes estrangeiros nos diferentes níveis de ensino” (Gomes e Oliveira, 2017), e o Relatório Estatístico Anual de 2017 (Oliveira e Gomes, 2017), cap. 5. Ainda relativamente a estes dados consultar também, no separador Estatísticas e Sensibilização, os Posters Estatísticos.