Taxa de endogamia em países OCDE

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Taxa de endogamia em países OCDE

Sabia que a taxa de endogamia (casal da mesma origem geográfica) nos imigrantes e nativos é superior nos países de mais recente imigração? 


Segundo dados divulgados pela OCDE na publicação Indicators of Immigrant Integration de 2015, em 2008 no conjunto dos países da União Europeia, 60% dos casais de nascidos no estrangeiro viviam com um companheiro/cônjuge da mesma origem geográfica. A proporção aumenta para 90% entre os casais nativos. Ainda segundo os mesmos dados (OCDE, 2015: 44), os imigrantes são particularmente endogâmicos em países de imigração recente, como a Grécia, a Espanha e também a Estónia. Os nativos dos países europeus, ao contrário, são mais propensos a viver em casais mistos em países de imigração mais antiga, onde a percentagem de casais mistos cresceu com o aumento do número de filhos de imigrantes ou descendentes já nacionais desses países, como acontece em França ou no Luxemburgo. 

Relativamente a Portugal, estes dados publicados pela OCDE revelam que os cidadãos nativos são mais endogâmicos que os cidadãos imigrantes (nascidos no estrangeiro): os nativos apresentam uma taxa de endogamia de 94,9% e os nascidos no estrangeiro apresentam uma taxa de 47,8%. Portugal apresenta também as tendências observadas em outros países de imigração recente: com taxas de endogamia entre os cidadãos nativos muito semelhantes às observadas em países como a Grécia (95,3%) e a Espanha (94,3%).