Vistos de residência para estudo em Portugal

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Vistos de residência para estudo em Portugal

Sabia que nos últimos anos têm aumentado as entradas de estrangeiros em Portugal por motivos de estudo?


Nos últimos anos Portugal assistiu a uma alteração no perfil das entradas de estrangeiros. Nota-se que o país tem vindo a atrair ou a reforçar novos perfis de imigração, com o aumento da importância relativa de alguns fluxos (caso dos estudantes, de investigadores e altamente qualificados e, de forma mais ténue, de reformados) e a diminuição de outros (caso das entradas para o exercício de atividades subordinadas).

Nestes novos perfis de imigração têm-se, pois, destacado os estudantes (Oliveira e Gomes, 2014; Oliveira e Gomes, 2016). A análise da evolução dos vistos de residência (VR) para estudo - considerando de forma agregada os VR para estudo e intercâmbio de estudantes e os VR para mobilidade dos estudantes do Ensino Superior - evidencia um aumento substantivo entre o ano de 2007 e o ano de 2012. Estes vistos passaram de 3.203 em 2007 para mais do dobro em 2012 (8.671). Importa notar que o crescimento dos vistos de estudo neste período temporal ocorreu em contraciclo relativamente à evolução global do número total de vistos, que sofreu uma quebra entre 2008 e 2012 (de 14.804 em 2008 para 12.528 em 2012). Resultou, pois, um crescimento substantivo também da importância relativa das entradas de estrangeiros para estudo no total de entradas no país, que em 2012 significaram 69,2% do total de vistos de residência concedidos. Entre 2012 e 2014 notou-se um decréscimo global do número de entradas de estrangeiros que é acompanhado também pelo decréscimo no número de vistos de residência para estudo. Contudo, desde 2014 até 2016 registou-se uma recuperação nas entradas de estrangeiros, quer em termos globais, quer em termos das entradas para estudo, mantendo-se os vistos de residência para efeitos de estudo a destacar-se, representando em 2016 cerca de metade (47,3%) das razões de entrada de estrangeiros em Portugal.

Para mais detalhes acerca destes dados consultar a Coleção Imigração em Números deste Observatório, nomeadamente o Boletim Estatístico OM # 3 sobre “Estudantes estrangeiros nos diferentes níveis de ensino” (Gomes e Oliveira, 2017), o Relatório Estatístico Decenal de 2014 (Oliveira e Gomes, 2014), cap.6, pp.127-152, bem como o Relatório Estatístico Anual de 2016 (Oliveira e Gomes, 2016), cap. 3, pp. 57-76, e o Relatório Estatístico Anual de 2017 (Oliveira e Gomes, 2017), cap. 5. Ainda relativamente a estes dados consultar também, no separador Estatísticas e Sensibilização, os Posters Estatísticos.