4. O tema dos descendentes de imigrantes nas coleções do OM

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4. O tema dos descendentes de imigrantes nas coleções do OM

Coleção Estudos

Caminhos escolares de jovens africanos (PALOP) que acedem ao ensino superior, Teresa Seabra (coord.), Cristina Roldão, Sandra Mateus e Adriana Albuquerque, Estudo OM 56, julho de 2016: Este estudo parte do reconhecimento que se sabe pouco acerca dos percursos escolares dos descendentes africanos até chegarem ao ensino superior. Sendo esta uma realidade ‘emergente’ o objeto de pesquisa deste estudo é responder a algumas questões, nomeadamente: qual a estimativa e evolução do número desses estudantes no ensino superior? Que tipo de orientações escolares são seguidas no ensino superior, e que trajetos escolares passados (resultados e orientações escolares) estão a montante dessa entrada no ensino superior? Como se caracterizam as condições socioeconómicas desses jovens e como é que afetam o seu ingresso no ensino superior? Nos casos de maior vulnerabilidade socioeconómica, como são construídos e experienciados esses trajetos escolares? Consulte aqui este estudo.

 

Percursos Laborais e de Vida dos Jovens Imigrantes e Descendentes de Imigrantes nos Novos Setores de Serviços, Maria Cerdeira (coord.), Ilona Kovács, João Peixoto, João Dias e Catarina Egreja, ESTUDO OM 52, dezembro de 2013: Este estudo aborda os modos de inserção laboral dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes. Procurou-se averiguar a potencial existência de uma dupla penalização afetar os recursos e oportunidades de vida dos imigrantes e descendentes de imigrantes jovens. As conclusões do estudo evidenciam a maior exposição ao desemprego e às formas flexíveis e precárias de emprego dos imigrantes quando comparados com os nacionais, dos jovens quando comparados com os adultos e dos jovens imigrantes quando comparados com os jovens de nacionalidade portuguesa. Contudo, a análise biográfica evidencia que não existem riscos e oportunidades com fronteiras rígidas entre as categorias de jovens analisadas (nacionais, descendentes e imigrantes). As diferenças ou desigualdades subjacentes aos diversos percursos atingem as três categorias de jovens. Ressalta que são sobretudo as posições estruturais ocupadas pelas famílias destes jovens, ligadas ao seu estatuto socioeconómico, que explicam os padrões de inserção profissional. Consulte aqui este estudo.

 

Educação e Imigração: A Integração dos Alunos Imigrantes nas Escolas do Ensino Básico do Centro Histórico de Lisboa, Maria João Hortas, Estudo OM 50, dezembro de 2013: Este estudo aborda o papel fundamental que a escola desempenha enquanto território de integração social, centrando a sua análise nos alunos imigrantes ou descendentes de imigrantes de três escolas do ensino básico no Centro Histórico de Lisboa. Neste sentido, o trabalho da autora dá relevância ao papel desempenhado pelos vários atores que intervêm no processo de integração - os pais, os alunos, a escola e a administração central – e também aos eventuais obstáculos ou barreiras que podem interferir nesse processo. Os resultados permitem obter uma caracterização da imagem e expectativas que os alunos e as famílias imigrantes têm sobre o seu percurso na escola portuguesa e, por outro, as expectativas que as escolas desenvolvem face a esses alunos. Com base nestes dados, a autora elabora uma série de recomendações dirigidas aos imigrantes, às escolas e à administração central que visam complementar as mudanças ao nível da legislação, dos currículos e das orientações dos projetos educativos que, nos últimos anos, têm contribuído para melhorias significativas ao nível da integração dos alunos imigrantes. Consulte aqui este estudo.

 

Trajetos e projetos de jovens descendentes de imigrantes à saída da Escolaridade Básica, Teresa Seabra, Sandra Mateus, Elisabete Rodrigues e Magda Nico, Estudo OM 47, abril de 2011: Neste trabalho, a equipa analisa o efeito dos contextos escolares e familiares nas aspirações e expectativas escolares e profissionais de alunos descendentes de imigrantes. Com este objetivo em vista, as autoras recorreram a uma metodologia mista (inquérito por questionário e entrevista semidiretiva) aplicada a alunos do 9º ano de escolaridade em dois estabelecimentos de ensino na Área Metropolitana de Lisboa. Os resultados obtidos foram agrupados em quatro eixos de análise (institucional, contextual, de práticas, consumos e identidades, e de representações e orientações) e revelam que fatores sociais como a origem de classe e a escolaridade dos pais dos alunos são variáveis explicativas por excelência para o fenómeno em estudo. Neste contexto, o domínio da língua portuguesa e as baixas expectativas dos docentes em relação aos alunos de origem africana emergem como preditores significativos do insucesso escolar entre esta população. Consulte aqui este estudo.

 

Crescer fora de água? Expressividades, Posicionamentos e Negociações Identitárias de Jovens de Origem Africana na Região Metropolitana de Lisboa, Marta Vilar Rosales, Vanessa Cantinho de Jesus e Susana Parra, Estudo OM 37, novembro de 2009: Este trabalho teve como principal objetivo contribuir para o conhecimento dos processos de integração e (re)negociação identitárias de jovens descendentes de migrantes originários dos PALOP a partir de uma perspetiva que elegeu como objeto de análise um conjunto de práticas expressivas que contemplam a produção e o consumo/apropriação de produtos culturais determinados. A generalidade dos jovens encontrou modalidades originais de apropriação de objetos da cultura de massas contemporânea, integrando-os nos seus usos quotidianos e conjugando-os com um outro conjunto de objetos mais restrito e que remete para as suas origens culturais específicas. No entanto, a etnicidade e a condição de “migrante de segunda geração” concorrem e intersectam-se com dimensões como os capitais económicos, sociais e culturais, etc. que muitas vezes se encontram ausentes de discursos que tendem a enfatizar a dimensão étnica. Este estudo pode ser encontrado aqui.

 

Jovens, Migrantes e a sociedade da informação e do conhecimento. A escola perante a diversidade, Maria Margarida Marques (coordenação) e Joana Lopes Martins com colaboração de José Gabriel Pereira Bastos e Isabel Barreiros, Estudo OM 16, novembro de 2005: Este trabalho desenvolve um enquadramento das orientações e medidas institucionais no campo educativo e das "performances" escolares de jovens de origem imigrante, procedendo em seguida a uma análise preliminar das trajetórias e atitudes escolares e das práticas, acessibilidades e familiaridade associadas a algumas dimensões da problemática da sociedade da informação e do conhecimento, com base num inquérito aplicado a jovens inseridos em escolas do Concelho de Oeiras com idades compreendidas entre os 14 e os 24 anos. Consulte aqui este estudo.

 

Coleção Teses

Vários percursos, diversas identificações Descendentes de migrantes cabo-verdianos no bairro do Talude – Unhos, Sandra Barros Delgado, Tese OM 42, dezembro de 2013: Nesta dissertação de mestrado, a autora teve como objetivo central analisar os processos de integração dos/das descendentes de imigrantes cabo-verdianos/cabo-verdianas residentes no bairro do Talude, Freguesia de Unhos, no Concelho de Loures. Veio a concluir que existem vários fatores que contribuem para a identificação dos/as descendentes de migrantes (não existindo aparentemente fatores que predominem) e que as imagens que possuem de si e da sociedade portuguesa em geral são diversas. Consulte aqui este estudo.

 

Associativismo, capital social e mobilidade Contributos para o estudo da participação associativa de descendentes de imigrantes africanos lusófonos em Portugal, Rosana Albuquerque, Tese OM 41, dezembro de 2013: Nesta tese de doutoramento, a autora procurou identificar catalisadores da participação cívica e compreender o papel que a participação associativa desempenha na vida dos sujeitos participantes na pesquisa, especificamente no que respeita a trajetórias de mobilidade social. A análise das trajetórias conduziu à elaboração de um sistema de catalisação da participação, que sublinha a influência recíproca entre fatores estruturais e individuais. Confirma-se o desse modo o papel do associativismo como fonte de capital social e de capital cultural e que a articulação de ambos favorece trajetórias de mobilidade social ascendente. Evidencia-se ainda que o associativismo promove a socialização para a cidadania. Consulte aqui este estudo.

 

Intimidade em adolescentes de diferentes grupos étnicos, Maria Conceição Pinto, Tese OM 25, outubro de 2009: Nesta tese de doutoramento, a autora adaptou à população portuguesa da Escala da Intimidade nas Relações de Amizade (Intimate Friendship Scale – IFS, Sharabany, 1994). Tendo comparado jovens angolanos, cabo-verdianos, guineenses, indianos, moçambicanos, portugueses e são-tomenses, conclui que as diferenças culturais influenciam as atitudes em relação ao amor, sendo que os “indianos constituem o grupo que revela ter maiores diferenças em relação a todos os grupos (excepto com os adolescentes são-tomenses)”. Consulte aqui este estudo.

 

A Segunda Geração de Imigrantes em Portugal e a diferenciação do Percurso Escolar – Jovens de Origem Cabo-verdiana versus Jovens de Origem hindu-indiana, Sónia Pires, Tese OM 23, agosto de 2009: Nesta dissertação de mestrado, Sónia Pires procura identificar os principais fatores que levam jovens imigrantes e filhos de imigrantes, oriundos de famílias com baixo capital humano e a residirem em bairros degradados, a singrar no ensino superior. Para tal, recorre a uma abordagem comparativa de estudantes com origem cabo-verdiana e de estudantes hindus de origem indiana, optando por uma metodologia eminentemente qualitativa alicerçada em entrevistas semidiretivas. Através da análise dos resultados, a autora explora um conjunto de fatores que inclui o capital económico e cultural dos pais dos entrevistados, a integração no meio envolvente local, as relações sociais primárias, o tipo de escola frequentada, e o próprio capital humano dos entrevistados. A combinação dos diversos fatores em análise permite avançar uma primeira tipologia de integração diferenciada, remetendo, em última análise, para o contexto da incorporação destas comunidades na sociedade portuguesa. Consulte aqui este estudo.

 

Percursos Escolares de Descendentes de Imigrantes de Origem Cabo-verdiana em Lisboa e Roterdão, Elsa Casimiro, Tese OM 20, dezembro de 2008: O trabalho aqui apresentado por Elsa Casimiro, no âmbito da sua Tese de Doutoramento, promove uma caracterização do percurso de estudantes cabo-verdianos em Lisboa e em Roterdão no que respeita a diversas variáveis: a sua inserção no país de acolhimento, os meios de combate ao absentismo e insucesso escolar, as diferenças do sistema de ensino nos dois países, os apoios e as saídas profissionais. A autora realizou inquéritos por questionário e entrevistas a alunos do Colégio Pina Manique, em Lisboa, e da Nieuw-Rotterdam School, em Roterdão, obtendo um conjunto de dados que permitem caracterizar estas populações em duas dimensões distintas: os elementos que os imigrantes transportam desde a origem e difundem nas cidades de acolhimento, por um lado, e, por outro, o percurso dos estudantes baseado nos resultados académicos, nas razões que justificam as diferenças entre as duas cidades e na eventual estagnação ou ascensão social em relação aos seus progenitores. Consulte aqui este estudo.

 

A escola e a escolarização em Portugal. Representações dos Imigrantes da Europa de Leste, António Sota Martins, Tese OM 15, dezembro de 2008: Nesta dissertação de mestrado o autor procurou apurar quais as representações que os imigrantes da Europa de leste têm da escola portuguesa e dos processos de escolarização que os seus filhos aí desenvolvem. Para tal vai basear-se em dados recolhidos através de um questionário a alunos filhos de imigrantes da Europa de Leste e através de entrevistas realizadas a imigrantes dessa proveniência que têm filhos a frequentar as escolas portuguesas. Conclui ser notória a importância que os pais dão a que os filhos terminem os seus cursos em Portugal e desse modo tenham a segurança de ver as suas qualificações reconhecidas em qualquer país da União Europeia, o que não acontece com os seus próprios diplomas. Relativamente à sua própria integração em Portugal, os pais sublinham também as dificuldades levantadas pelo domínio da língua. Correlativamente, imbuem de grande importância a aquisição da capacidade de expressão correta em português por parte dos seus filhos. Consulte aqui este estudo.

 

Descendentes de Angolanos e de Luso-Angolanos na Área Metropolitana de Lisboa: Inserção geográfica e social, Dora Possidónio, Teses OM 7, maio de 2006: Nesta dissertação de mestrado, a autora desenvolve uma análise dos processos de inserção social de descendentes de angolanos e de luso-angolanos residentes na Área Metropolitana de Lisboa, focando a dimensão residencial, escolar, profissional e cultural. Conclui que, apesar de exceções pontuais associadas a posicionamento socioeconómico superior, existem efetivamente problemas de inserção. Consulte aqui este estudo.

 

Artigos da Revista Migrações

“Filhos de imigrantes africanos no mercado de trabalho: acessos, perfis e trajectos”, Fernando Luís Machado, in PEIXOTO, João (org.), Revista Migrações - Número Temático Imigração e Mercado de Trabalho, n.º 2, abril 2008, pp. 121-158: Neste artigo, o autor analisa as situações e percursos profissionais dos filhos de imigrantes africanos em Portugal, concluindo que essas situações e percursos são diversificados e estão longe de reproduzir mecanicamente a condição mais comum entre os seus pais e mães, respetivamente, o trabalho na construção civil e nos serviços pouco qualificados. Quanto à comparação com os jovens em geral, pode concluir-se que as situações e percursos profissionais dos filhos de imigrantes, para condições sociais iguais, não são significativamente diferentes. Consulte aqui este artigo.

 

“Mobilização religiosa e participação cívica: novas perspectivas sobre a cidadania entre descendentes de imigrantes”, Susana Pereira Bastos, Revista Migrações, n.º 4, abril 2009, pp. 59-80: Neste artigo, a autora As identificações religiosas podem fornecer aos descendentes de imigrantes um certo grau de convicção de procura mostrar como determinados investimentos cívicos, conduzidos por identificações cristãs e muçulmanas, parecem estimular novas formas de conceber a cidadania e a pertença. Consulte aqui este artigo.

 

“Participação cívica e trajectórias associativas de descendentes de imigrantes em Portugal”, Rosana Albuquerque, Revista Migrações, n.º 6, abril 2010, pp. 103-117: Neste artigo, a autora desenvolve, a partir da recolha de dez histórias de vida, um olhar retrospetivo sobre as trajetórias de jovens adultos com funções dirigentes em associações juvenis ou de imigrantes e descendentes. Procurou assim identificar os fatores que potenciam a participação associativa e, por outro lado, analisar o papel do associativismo na aquisição de capital social e no impulso de trajetórias de mobilidade social. Consulte aqui este artigo.

 

“Identidades, pertenças e afinidades dos jovens descendentes de imigrantes africanos na Área Metropolitana de Lisboa”, Alejandra Ortiz, Revista Migrações, n.º 11, setembro 2013, pp. 157-184: Neste artigo, baseado numa investigação etnográfica e quantitativa, a autora descreve os processos identitários dos jovens descendentes de imigrantes africanos residentes na Área Metropolitana de Lisboa. Descreve-os como vivendo numa intersecção de pertenças, num continuum de negociações e resistências entre não apenas a cultura africana e a cultura portuguesa portuguesa, mas também elementos sociais, culturais e geracionais. Consulte aqui este artigo.

 

Capítulos na Coleção Comunidades

“Vozes e movimentos de afirmação: os filhos de cabo-verdianos em Portugal”, Carlos Elias Barbosa e Max Ruben Ramos, in Comunidade(s) Cabo-verdiana(s): as múltiplas faces da imigração cabo-verdiana, Pedro Góis (org.), Coleção Comunidades 2, dezembro de 2008: Neste artigo, o autor analisa o envolvimento dos filhos de cabo-verdianos em Portugal na cultura do hip-hop e na prática do batuque. Conclui que a primeira “dá voz a um conjunto de discursos identitários de auto-afirmação pessoal e de grupo num quadro de reivindicação em busca de uma “cidadania plena”, onde tenta-se fugir à discriminação e exclusão a que são, muitas vezes, confinados os descendentes de imigrantes”. Consulte aqui este artigo.