Taxas de transição dos alunos portugueses e estrangeiros

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Taxas de transição dos alunos portugueses e estrangeiros

Sabia que, nos últimos anos os alunos estrangeiros têm melhorado a sua performance escolar, embora mantenham níveis de sucesso escolar inferiores aos dos alunos portugueses?


Relativamente ao desempenho escolar, os dados administrativos disponíveis em Portugal mostram que os alunos de nacionalidade estrangeira do Ensino Básico e Secundário apresentam, de forma genérica, níveis de sucesso escolar inferiores aos verificados junto dos alunos de nacionalidade portuguesa, tendência que revela alguma continuidade com o observado na última década (Oliveira e Gomes, 2014: 134; Oliveira e Gomes, 2016: 62). No ano letivo de 2015/2016, a taxa de transição/conclusão dos alunos de nacionalidade estrangeira (79,2%) situava-se 11 pontos percentuais abaixo da taxa apresentada pelos alunos de nacionalidade portuguesa (90,3%). No entanto, e em termos evolutivos, importa realçar que nota-se uma melhoria nos níveis de sucesso escolar dos alunos de nacionalidade estrangeira entre anos letivos, que sobem 2 pontos percentuais na taxa de transição/conclusão. Esta tendência é transversal ao conjunto dos alunos do Ensino Básico e Secundário, notando-se simultaneamente uma melhoria do desempenho escolar entre os alunos de nacionalidade portuguesa (que sobem a taxa de transição em 1,6 pontos percentuais).

Os alunos estrangeiros não são, contudo, um todo homogéneo. No ano letivo de 2015/2016, e no que respeita ao desempenho escolar, nota-se que os alunos estrangeiros com melhores resultados escolares são provenientes do continente europeu, com desempenhos superiores aos registados pela média do total de estrangeiros. No grupo dos alunos do continente europeu, os alunos com melhores resultados são os alunos dos “outros países europeus” (maioritariamente de nacionalidade suíça) com 86,9% de taxa de transição, seguidos dos alunos da Europa de Leste (86,7% de taxa de transição) e da União Europeia (84,1% de taxa). Por contraste, os nacionais do continente africano (74,8% de taxa de transição para os alunos dos PALOP e 75% para os alunos de outros países africanos) e asiático (taxa de 77,1%) apresentam resultados abaixo do verificado para a média do total de estrangeiros (79,2%). Também os alunos da América do Sul (78,2%) evidenciam desempenhos abaixo do verificado para a média do total de estrangeiros. No continente americano, destacam-se contudo os alunos da América do Norte (86%) com desempenhos escolares acima da média do total de estrangeiros.

 

Para mais detalhes acerca destes dados consultar a Coleção Imigração em Números deste Observatório, nomeadamente o Boletim Estatístico OM # 3 sobre “Estudantes estrangeiros nos diferentes níveis de ensino” (Gomes e Oliveira, 2017), o Relatório Estatístico Decenal de 2014 (Oliveira e Gomes, 2014), cap.6, pp.127-152, bem como o Relatório Estatístico Anual de 2016 (Oliveira e Gomes, 2016), cap. 3, pp. 57-76, e o Relatório Estatístico Anual de 2017 (Oliveira e Gomes, 2017), cap. 5. Ainda relativamente a estes dados consultar também, no separador Estatísticas e Sensibilização, os Posters Estatísticos.