Casamentos mistos nos municípios portugueses

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Casamentos mistos nos municípios portugueses

Sabia que a proporção de casamentos mistos no total de casamentos celebrados varia consoante os municípios do país?


Em 2016 (excluindo o municípios com menos de 30 casamentos celebrados), os municípios do país onde se registou maior proporção de casamentos mistos (um cônjuge português e outro estrangeiro de um país extracomunitário) foram, por ordem decrescente de importância: Lisboa (26% dos casamentos celebrados foram casamentos entre cônjuge português e cônjuge estrangeiro), Seixal (24,9%), Lagos (23,1%), Barreiro (22,7%), Amadora (22,6%), Azambuja (21,7%), Sintra (20,8%), Almada (20,7%) e Alcanena (20,6%). Não se consideram neste universo os municípios de baixa densidade populacional por o número absoluto de casamentos apresentar valores muito baixos, o que induz a maiores importâncias relativas dos casamentos mistos aí celebrados, sem que esses em termos absolutos sejam uma realidade expressiva. 

Ainda com valores expressivos (entre os 14,3% e os 20%), destacam-se outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa (Loures, Cascais, Alcochete, Moita, Oeiras, Vila Franca de Xira e Setúbal) e do Algarve (Lagos, Tavira, Faro, Aljezur, Silves, Castro Marim). Conforme caracterizado no Relatório Estatístico Indicadores de Integração de Imigrantes 2017 (Oliveira e Gomes, 2017), estes municípios do Algarve e da Área Metropolitana de Lisboa surgem destacados também pelo impacto que os estrangeiros assumem no total de residentes nos respetivos municípios, pelo que a maior prevalência de casamentos mistos nestes municípios é um resultado expectável.

Resulta, pois, que em 2016 foram os municípios do litoral e Sul de Portugal os que obtiveram maior proporção de casamentos entre portugueses e nacionais de países terceiros, enquanto, por contraste, os municípios do Centro e Norte do país apresentaram maior prevalência de casamentos endogâmicos.