5. Novidades bibliográficas

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5. Novidades bibliográficas


“Retrato da saúde em Portugal”
A publicação “Retrato da saúde em Portugal”, lançada pelo Ministério da Saúde, no âmbito da cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Saúde, dia 7 de abril de 2018, na Fundação Calouste Gulbenkian, faz o retrato dos indicadores de desempenho do Serviço Nacional de Saúde na última década, estruturando-se em três grandes capítulos: (1) Estado da Saúde I + Saúde, (2) Sistema de Saúde I + Integração, e (3) Transformação Digital I + Inovação. De acordo com a publicação “O estado de saúde da população portuguesa melhorou consideravelmente ao longo da última década. Os portugueses vivem mais anos, sendo, aliás, a esperança de vida superior à média da União Europeia”. A publicação “Retrato da saúde em Portugal” encontra-se disponível aqui.

 


Relatório: “Health System Review – Portugal  Phase 1 Final Report”
A publicação “Health System Review – Portugal  Phase 1 Final Report”, da Organização Mundial da Saúde (OMS) Europa e do Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde, lançada no dia 6 de abril de 2018, no Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, no âmbito da 
sessão dedicada ao tema “Política de Saúde em Portugal – O presente e o futuro do Serviço Nacional de Saúde”,  resulta de uma avaliação ao sistema de saúde português relativamente ao desempenho sobre os seus principais desafios e oportunidades no período de recuperação pós crise financeira. A publicação estrutura-se em quatro domínios-chave:
- Domínio 1: Determinantes da saúde
- Domínio 2: Reformas setoriais do Sistema Nacional de Saúde e recursos humanos
- Domínio 3: Sistema Nacional de Saúde mais integrado e centrado na pessoa
- Domínio 4: Financiamento do Sistema Nacional de Saúde
Este relatório encontra-se disponível
 aqui.

 


Estatísticas da Saúde – 2016
A publicação “Estatísticas da Saúde – 2016” publicada, em 2018, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) “apresenta os dados estatísticos sobre saúde relativos a Portugal em 2016, abrangendo – em geral com desagregação geográfica ao nível III da nova versão das NUTS (NUTS 2013) – dez subtemas: hospitais, farmácias e medicamentos, pessoal de saúde inscrito, partos, morbilidade por doenças de declaração obrigatória, mortalidade geral, mortalidade infantil, mortalidade neonatal, mortalidade fetal e conta satélite da saúde. Inclui ainda uma breve descrição das operações estatísticas que estão na origem dos dados publicados, bem como dos conceitos e classificações utilizados.” Esta publicação encontra-se disponível 
aquiEncontra-se também online a infografia Saúde em Portugal – 2016.

 


Relatório OIM: “Migration Health Annual Review 2015”
O relatório “Migration Health Annual Review 2015” apresenta as atividades da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no campo da saúde durante o ano de 2015, bem como as suas principais conquistas em três áreas fundamentais da saúde dos imigrantes: avaliação da saúde dos migrantes e assistência de saúde em viagem; b) promoção da saúde e assistência a migrantes; e c) assistência de saúde para migrantes em populações afetadas pelas crise. Este trabalho também destaca os últimos esforços para desenvolver a agenda inacabada de saúde migrante e a agenda de segurança para a saúde global. O relatório ilustra a natureza cada vez mais multifacetada da Organização Internacional para as Migrações no que respeita às parcerias estabelecidas e atividades sobre saúde de migrantes durante 2015, demonstrando o compromisso da organização com a promoção da saúde dos migrantes e das suas famílias em todo o mundo, bem como no apoio a países membros da OIM para lidar com desafios no campo da saúde de migrantes. Mais informações podem ser encontradas
 aqui.

 


Relatório: “Summary Report on the MIPEX Health Strand and Country Reports”
O relatório “Summary Report on the MIPEX Health Strand and Country Reports”, publicado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), em 2016, resulta da análise do Migrant Integration Policy Index (MIPEX) Health, inquérito concebido para complementar as sete áreas incluídas no MIPEX, que na sua última edição (2015), monitoriza políticas de integração de migrantes em 38 países, entre os quais Portugal, e integra pela primeira vez a dimensão das políticas de saúde. O inquérito centra-se na análise das políticas relativamente a quatro questões: (A) os direitos dos migrantes perante os serviços de saúde; (B) a acessibilidade dos serviços de saúde para migrantes; (C) a capacidade de resposta às necessidades dos migrantes; e (D) medidas para alcançar a mudança. O trabalho descrito neste relatório fez parte do projeto EQUI-HEALTH, projeto levado a cabo pela Organização Internacional para as Migrações, entre 2013 e 2016, em colaboração com o Migrant Policy Group (MPG) e a COST Action IS1103 (Adapting European health services to diversity). Na I Parte, o relatório demonstra que já foram realizados muitos estudos sobre políticas de saúde para migrantes, mas como eles tendem a selecionar diferentes países, conceitos, categorias e métodos de medição, é difícil integrar e sintetizar todos esses resultados. Com o MIPEX Health pretende-se ultrapassar este obstáculo através da recolha de informação sobre indicadores cuidadosamente definidos e normalizados em todos os 38 países do MIPEX, bem como na Bósnia-Herzegovina e na antiga República Jugoslava da Macedónia. A II Parte do relatório descreve o enquadramento conceptual subjacente ao questionário e a forma como os aspetos da política foram operacionalizados e pontuados nos 38 indicadores. A III Parte descreve detalhadamente o padrão de resultados atingidos em cada item do inquérito, nos 34 países europeus, apresentando-se na IV Parte os resultados das análises estatísticas dos dados recolhidos. O relatório encontra-se disponível aqui.

 


Livro: “Immigrants and Refugees: Trauma, Perennial Mourning, Prejudice, and Border Psychology”
O psicanalista Vamik Volkan é o autor desta obra que se debruça sobre a psicologia dos imigrantes e refugiados. O livro baseia-se na sua própria experiência como imigrantes cipriota nos EUA, na análise detalhada dos casos de imigrantes que seguiu como psicanalista e nos estudos clínico que realizou de crianças, adultos e famílias imigrantes. Na primeira parte da obra, o autor apresenta estudos de caso como forma de ilustrar o impacto de experiências traumáticas, de explorar questões de identidade grupal e de esclarecer a transmissão de traumas originados na experiência migratória através das gerações. A segunda parte está centrada nos países de acolhimento, analisando a evolução dos preconceitos e a forma como o medo dos recém-chegados pode afetar diversas dimensões humanas, desde a política internacional ao comportamento individual. Para Volkan, os desafios colocados pelo que ele denomina de “psicologia das fronteiras” exigem mais do que uma empatia distante para com as provações materiais dos migrantes e refugiados. Têm também que envolver um estudo aprofundado dos problemas de saúde mental que são provocados pela experiência de desenraizamento que está na origem de muitos movimentos migratórios, principalmente no caso das migrações forçadas. Mais informações podem ser encontradas na respetiva 
página da editora.

 

Teses de mestrado:

 

Tese de Mestrado: “Estudo da região controlo total do DNA mitocondrial numa população de imigrantes oriundos de Moçambique integrados na população de Lisboa”, Marta de Campos (2017): Esta dissertação de Mestrado em Biologia Molecular e Genética “Estudo da região controlo total do DNA mitocondrial numa população de imigrantes oriundos de Moçambique integrados na população de Lisboa” defendida por  Marta de Campos, em 2017, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, encontra-se disponível online no repositório daquela instituição. O estudo tem como objetivo principal “a caraterização genética da população imigrante moçambicana que reside, atualmente, na Grande Lisboa, com a finalidade de averiguar a potencial diversidade genética que estes indivíduos vêm introduzir na população de Lisboa e, consequentemente, em Portugal. Para a realização do estudo, um total de 83 indivíduos imigrantes moçambicanos foram analisados. A região controlo do DNAmt foi amplificada e sequenciada na sua totalidade, utilizando dois pares de primers - L15971/H016 e L16555/H639. O conjunto de haplótipos obtidos foi submetido e aceite para integrar a base de dados internacional de DNAmt mais conceituada no âmbito das Ciências Forenses, a EMPOP, com o código de acesso EMP00681. Aproximadamente 82% dos haplótipos observados neste estudo revelaram ser únicos, reforçando a grande variabilidade genética das populações africanas. A maioria das sequências de DNAmt identificadas (81%) correspondem a haplogrupos caraterísticos e típicos de regiões subsarianas: o macrohaplogrupo L. A partir dos estudos filogenéticos comparativos verificou-se que a população de imigrantes moçambicanos se encontra geneticamente mais próxima da população de imigrantes angolanos a residir em Lisboa e geneticamente mais distante da população portuguesa.” Esta tese encontra-se disponível em livre acesso aqui.

 


Tese de Mestrado: “Do Institucional ao Local: fazer um Território Intercultural”, Hedleine Almeida (2018): Esta dissertação de Mestrado em Gestão do Território e Urbanismo, especialidade em Desenvolvimento Regional e Local “Do Institucional ao Local: fazer um Território Intercultural” defendida por Hedleine Almeida, em 2018, no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, encontra-se disponível online no repositório daquela instituição. Este estudo "procura responder à sua questão central “Como é operacionalizada a interculturalidade a nível institucional e em iniciativas concretas no território?”, tendo como referência o município de Lisboa. Procura perceber o processo de materialização da interculturalidade e as complexidades ou facilidades de se fazer uma Lisboa intercultural. Tem como objetivo identificar virtudes ou falhas da operacionalização da interculturalidade em Lisboa, dentro dum enquadramento em que a realidade das cidades interculturais se constitui como um dos maiores desafios da política da União Europeia. A base empírica deste trabalho foi obtida por intermédio de um estágio curricular no Núcleo da Interculturalidade do Departamento dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, que se realizou entre 31/10/2016 a 31/03/2017 e possibilitou ao investigador obter uma visão pormenorizada e holística do processamento da interculturalidade em Lisboa, e assim expor neste trabalho de que forma e que passos percorre a interculturalidade até chegar a iniciativas concretas no território municipal. Este relatório baseia-se na observação do diálogo intercultural tal como oficialmente defendido e trabalhado na autarquia municipal. Foi redigido com a intenção de contribuir para uma Lisboa melhor no que concerne a sua coesão social e territorial, bem como a integração social independentemente da etnia, cultura ou religião.” Esta tese encontra-se disponível em livre acesso 
aqui.

 

Artigos científicos:

 

 

 

 


“Parimos em Portugal: A vivência do serviço de saúde por imigrantes brasileiras”, autores: Eliany Oliveira, Roberlândia Lopes, Maria Cavalcante, e outros

Neste artigo publicado no volume 6 da Revista Enfermagem Contemporânea, em 2017, os autores centram-se no estudo das “experiências da assistência em saúde durante o parto de imigrantes brasileiras que vivem em Portugal. Abordagem qualitativa com o método Netnográfico constituiu a metodologia. A comunidade de escolha foi um grupo do Facebook – brasileiras que vivem em Portugal - e a coleta das informações ocorreu durante o fórum de discussão: “Parimos em Portugal, relatando a minha experiência”. Nos resultados emergiram 4 temáticas e 8 categorias de análise. A maioria das experiências das mulheres brasileiras evidenciaram os aspetos positivos do parto e dos serviços e um pequeno grupo revelou os entraves e aspetos negativos. Destaca-se a necessidade de conhecimento com mais detalhes dos itinerários de imigrantes grávidas e os desfechos sobre seus partos, para assim, implementar ações de apoio a este grupo. Sugere-se a criação de um observatório sobre pré-natal, parto e puerpério de imigrantes brasileiras sob a coordenação do Consulado do Brasil em Portugal”. Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

 

"Migration, Quality of Life And Health of Brazilian Immigrants in Portugal”, autores: Eliany Oliveira, Francisco Neto, Paulo de Almeida e Félix Neto
Neste artigo publicado no volume 10 do International Archives of Medicine, em 2017, os autores Eliany Nazaré Oliveira, Francisco Neto, Paulo de Almeida e Félix Neto centram-se na análise da qualidade de vida e de saúde dos imigrantes brasileiros a viver em Portugal, baseando-se no "Medical Outcomes Study: 36-Item Short Form Survey (SF-36). Methods and Results: A cross-sectional study with a quantitative approach developed under the project titled: Health status and quality of life of Brazilian immigrants in Portugal conducted in the first half of 2016, with 682 Brazilian immigrant women over 18 living in Portugal. This study adopted as reference SF-36, a generic instrument for the evaluation of Quality of Life. It can be affirmed that the quality of life and health of Brazilian immigrants living in Portugal is good, since all dimensions presented values above 50%. It was evidenced that Brazilian immigrants who live alone have lower levels of quality of life and health than those who live with someone and, that Brazilian immigrants who are unemployed, have low levels of quality of life and health compared to those who are in another employment situation, and Brazilian immigrants entering the labor market with a workload of more than 40 hours per week present similar levels of quality of life and health compared to those who work fewer hours. Conclusion: In general, one can affirm that the quality of life and health of Brazilian immigrants living in Portugal is good, but due to the particularities of the migration process in the current political and international context, a systematic monitoring of living conditions and health of this population is necessary.” Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

"The effect of immigrant communities coming from higher incidence tuberculosis regions to a host country",  autores: Eugénio M. Rocha, Cristiana J. Silva, Delfim F. M. Torres
Neste artigo publicado no Ricerche di Matematica: A Journal of Pure and Applied Mathematicsadvance article, em 2017, os autores apresentam “a new tuberculosis (TB) mathematical model, with 25 state-space variables where 15 are evolution disease states (EDSs), which generalises previous models and takes into account the flux of populations between a high incidence TB country (A) and a community (G) with high percentage of people from (A), plus the rest of the population (C) of a host country (B) with low TB incidence. Contrary to some beliefs, related to the fact that agglomerations of individuals increase proportionally to the disease spread, analysis of the model shows that the existence of communities are simultaneously beneficial for the TB control from a global and regional viewpoint. There is an optimal ratio for the distribution of individuals in (C) versus (G), which minimizes the reproduction number R_0. Such value does not give the minimal total number of infected individuals in all (B), since such is attained when the community (G) is completely isolated (theoretical scenario). Sensitivity analysis and curve fitting on R_0 and on EDSs are pursuit in order to understand the TB effects in the global statistics, by measuring the variability of the relevant parameters that account for the existence of (G), composed of individuals coming from a high incidence area, and the (seasonal) flux between (A) and (B). We also show that the TB transmission rate \beta does not act linearly on R_0, as is common in compartment models where system feedback or group interactions do not occur. Further, we find the most important parameters for the increase of each EDS. The model and techniques proposed are applied to a case-study with concrete parameters, which model the situation of Angola (A) and Portugal (B), in order to show its relevance and meaningfulness.” Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

"Competência Cultural na Intervenção com Imigrantes: Uma Análise Comparativa entre Profissionais da Saúde, da Área Social e Polícias", autoras: Mariana Gonçalves e Marlene Matos
Neste artigo publicado no volume 29 da Acta Médica Portuguesa, em 2016, as autoras Mariana Gonçalves e Marlene Matos centram-se na avaliação da “perceção sobre a competência cultural dos profissionais de ajuda de três áreas distintas: serviços de saúde, serviços sociais e órgãos de polícia criminal. Através de um questionário online analisámos a perceção sobre a competência cultural, avaliada em quatro dimensões: consciência cultural, conhecimento cultural, aptidões técnicas, apoio organizacional. Os 610 participantes eram maioritariamente do sexo feminino (58%), com média de idade de 39,74 anos, desenvolvia atividade na área social (37%), da saúde (33%) ou nas polícias (30%). Resultados: Os profissionais revelaram, em geral, uma perceção positiva da sua competência cultural. Aqueles que beneficiaram de mais experiências formativas sobre o tema e possuíam mais tempo de serviço percecionaram-se, de forma significativa, como mais competentes culturalmente. Foram encontradas diferenças significativas entre os profissionais das diferentes áreas: os profissionais de saúde percecionavam-se como mais eficazes ao nível das aptidões técnicas, os profissionais da área social ao nível do conhecimento cultural e os polícias ao nível da consciência cultural. Os profissionais de saúde foram os que revelaram uma menor perceção no que respeita ao apoio organizacional. Discussão: Apesar da perceção positiva que os técnicos têm acerca da sua consciência e conhecimento sobre os valores, normas e costumes das comunidades imigrantes com as quais trabalham, percecionam a sua aptidão técnica como menos positiva, mostrando dificuldade na aplicação prática desses conhecimentos. Conclusão: A competência cultural tem implicações para uma boa prática profissional no atendimento de populações multiculturais, sendo urgente investir no desenvolvimento de intervenções culturalmente competentes, de forma a garantir atuações mais eficazes nomeadamente nos hospitais e nos centros de saúde.” Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

"How occupational health impacts migrant health: a case study from Portugal", autoras: Beatriz Padilla e Vera Rodrigues
Neste artigo publicado no número 10 da Newsletter Public Health Aspects of Migration in Europe, Newsletter, em 2016, as autoras Beatriz Padilla e Vera Rodrigues propõem-se: “Understanding the practice and developing the concept of welfare bricolage”, or UPWEB, is a two-year project that began in January 2015, funded by NORFACE 2 and carried out in four European countries and cities (Birmingham in the United Kingdom, Bremen in Germany, Lisbon in Portugal, Uppsala in Sweden). By using a combination of methods (ethnography and health surveys) UPWEB hopes to “contribute to a better understanding of how residents in superdiverse neighbourhoods deal with health and healthcare in everyday practices”. As the project is concerned with the local dimension, two superdiverse neighbourhoods were then selected in each city. In Lisbon the two selected neighbourhoods were Mouraria and Lumiar. Despite the fact that the majority of migrants were exposed to risk of work-related accidents and diseases, they did not know what to do about it, nor did they have a clear idea about their rights. In addition, the vulnerability of migrants occupational health is often further compromised because they are not a target population for health promotion and disease prevention measures, apart from cases of public health concern.” A newsletter que contém este artigo encontra-se
 aqui em acesso livre.

 

"Vivências de Mulheres Brasileiras nos Serviços de Saúde Materna", autoras: Joana Bessa Topa, Conceição Nogueira e Sofia Neves
Neste artigo publicado no volume 5 da Revista Gênero & Direito, em 2016, as autoras centram-se num estudo, de natureza qualitativa, que pretendeu “analisar e caracterizar, através de entrevistas semiestruturadas, os discursos, perceções e vivências de dez mulheres brasileiras que estavam grávidas e/ou foram mães em Portugal acerca dos cuidados de saúde materno-infantis recebidos no país. Como método de análise recorremos à análise temática (Braun e Clarke, 2006) sendo esta complexificada com uma análise em profundidade auxiliada pela análise crítica do discurso (Willig, 2003, 2008). Os resultados mostram que, apesar de gratuitos, os padrões de procura de serviços de saúde para vigilância de gravidez são tardios. Para isso contribuem as experiências vivenciadas nos diversos contextos sociais (e.g., discriminação) bem como os múltiplos e diferenciados obstáculos que encontram (e.g., económicos, burocráticas) quando acedem ou tentam aceder aos serviços. Embora a maioria faça uma apreciação positiva dos cuidados recebidos, algumas queixam-se da interpretabilidade da lei e sua usurpação por parte de quem as recebe nos serviços, bem como alertam para a insensibilidade demonstrada pelas/os profissionais face à diversidade cultural e a constante discriminação preconizada. Face às dificuldades sentidas e aos discursos com os quais vão contactando, estas mulheres vão alimentando uma noção de si como pessoas com menos direitos, o que as leva conformarem-se com as práticas ocidentais de cuidado e a silenciar-se face às práticas discriminatórias a que são sujeitas. As estratégias individuais utilizadas parecem não constituir qualquer tipo de ameaça ao grupo hegemónico, contribuindo para a manutenção do status quo e da desigualdade (Topa et al., 2013).” Este artigo encontra-se
 aqui em acesso livre.

 

"Migração, Aculturação e Saúde Bucal das Brasileiras e Brasileiros Residentes em Lisboa, Portugal", autoras: Lyria Maria dos Reis, Natália Ramos
Neste artigo publicado no volume 2 da Revista Ciência Plural, em 2016, as autoras Lyria Maria dos Reis e Natália Ramos centram-se no estudo dos “efeitos da migração internacional e da aculturação sobre os hábitos, os comportamentos e as práticas preventivas em saúde bucal de imigrantes brasileiros em Portugal. Métodos: Realizou-se um estudo exploratório com metodologia quantitativa e qualitativa utilizando um inquérito por entrevista com questões fechadas e abertas especialmente construído para esta pesquisa. Foram entrevistados 120 imigrantes brasileiros, 67 mulheres e 53 homens, residentes em Portugal há um ano ou mais, com 18 anos ou idade superior que, após esclarecimento, concordaram em participar. Resultados Os principais resultados indicaram que a maioria dos entrevistados realiza escovação dental 2 a 3 vezes ao dia e usa o fio/fita dental 1 vez ao dia, sendo as mulheres que a fazem em maior número. Em contexto migratório ocorreu uma alteração/diminuição na procura por serviços de saúde bucal. Conclusão: A mudança de país leva a uma ruptura das relações sociais dos imigrantes. O processo de aculturação, o desconhecimento da nova realidade social e cultural, do modo de funcionamento das instituições do país de acolhimento, sobretudo dos serviços de saúde e a falta de relações de confiança influenciam a saúde bucal de imigrantes brasileiros residentes em Lisboa.” Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

"Direito à Saúde dos Refugiados - Perspectivas do Direito Português", autor: Ricardo Oliveira
Neste artigo publicado na e-Pública: Revista Eletrónica de Direito Público, o autor “debruça-se sobre o direito à saúde dos refugiados no ordenamento jurídico português. Apesar de contributos de estudos de outros Estados, inclusivamente de fora da União Europeia, o principal objecto de interesse foi o binómio entre a legislação e os meios humanos, científicos e materiais disponíveis em Portugal para acolher e cuidar, de um ponto de vista clínico, dos deslocados, tendo em vista as condições higiénico-sanitárias em que são usualmente transportados. Após uma introdução genérica da premissa da investigação, passa-se directamente à análise da tutela, que se divide numa componente estatística situacional, num desenvolvimento da legislação nacional nos diversos estádios da recepção destas populações e numa verificação das capacidades pública e privada de cumprir o dispositivo normativo. Nas conclusões, retoma-se o significado deste direito humano e fundamental, bem como se elabora um balanço da realidade portuguesa nesta matéria sensível.” Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

"Immigrant Integration and Youth Mental Health in Four European Countries", autoras: Carina Mood, Jan Jonsson e Sara Låftman
Neste artigo publicado na European Sociological Review, advance access, em 2016, as autoras centram-se no: “The mental health of children of immigrant background compared to their majority peers is an important indicator of integration. We analyse internalizing and externalizing problems in 14–15-year-olds from England, Germany, the Netherlands, and Sweden (n = 18,716), using new comparative data (Children of Immigrants Longitudinal Survey in Four European Countries). Studying more than 30 different origin countries, we find that despite potential problems with acculturation and social stress, children of immigrants—particularly from geographically and culturally distant countries—report systematically fewer internalizing and externalizing problems than the majority population, thus supporting the ‘immigrant health paradox’ found in some studies. However, surprisingly, we do not find that this minority advantage changes with time in the destination country. Externalizing problems are most prevalent in our English sample, and overall Swedish adolescents show the least mental health problems. A plausible account of our results is that there is a positive selection of immigrants on some persistent and intergenerationally transferable characteristic that invokes resilience in children.” Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

"Migração, Prevenção em Saúde Mental e Rede Digital", autora: Sylvia Dantas
Neste artigo publicado no volume 24 da REMHU - Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, em 2016, a autora Sylvia Dantas tem como objetivo “discutir o papel do atendimento e orientação psicológica intercultural para prevenção a saúde mental de imigrantes através da mediação da tecnologia. Baseia-se em pesquisa intervenção realizada em duas universidades brasileiras. Essa tecnologia demonstrou ser uma ferramenta de grande utilidade. Através de estudo de caso de brasileiros assistidos em nossas pesquisas indicamos que a tecnologia na mediação intercultural constitui, em termos psicanalíticos, um objeto transicional para quem se desloca de ambiente cultural. Apontamos, o importante papel da tecnologia como instrumento de prevenção na promoção do bem estar daqueles em mobilidade no mundo. Em um mundo em que paradoxalmente as tecnologias estão cada vez mais desenvolvidas sua utilização não raro tem gerado ou contribuído para o acirramento da desigualdade e cisão social, levando inclusive a crescentes demonstrações de preconceito e xenofobia. Indicamos aqui o uso da tecnologia na saúde mental como parte de medidas que garantam o direito humano a uma vida digna e de sentido onde quer que se esteja no mundo.” Este artigo encontra-se
 aqui em acesso livre.

 

"Advancing Migrant Access to Health Services in Europe (AMASE): Protocol for a Cross-sectional Study", autores: Ibidun Fakoya, et al.
Neste artigo publicado no volume 5 da JMIR Research Protocols, em 2016, os autores “present the design and methods of the advancing Migrant Access to health Services in Europe (aMASE) study, the first European cross-cultural study focused on multiple migrant populations. It aims to identify the structural, cultural, and financial barriers to HIV prevention, diagnosis, and treatment and to determine the likely country of HIV acquisition in HIV-positive migrant populations. We delivered 2 cross-sectional electronic surveys across 10 countries (Belgium, France, Germany, Greece, Italy, the Netherlands, Portugal, Spain, Switzerland, and United Kingdom). A clinic survey aimed to recruit up to 2000 HIV-positive patients from 57 HIV clinics in 9 countries. A unique study number linked anonymized questionnaire data to clinical records data (viral loads, CD4 cell counts, viral clades, etc). This questionnaire was developed by expert panel consensus and cognitively tested, and a pilot study was carried out in 2 countries. A Web-based community survey (n=1000) reached those living with HIV but not currently accessing HIV clinics, as well as HIV-negative migrants. It was developed in close collaboration with a community advisory group (CAG) made up of representatives from community organizations in 9 of the participating countries. The CAG played a key role in data collection by promoting the survey to higher-risk migrant groups (sub-Saharan Africans, Latin Americans, men who have sex with men, and people who inject drugs). The questionnaires have considerable content overlap, allowing for comparison. Questions cover ethnicity, migration, immigration status, HIV testing and treatment, health-seeking behavior, sexual risk, and drug use. The electronic questionnaires, which were available in 15 languages, allowed for complex routing, preventing respondents from answering irrelevant questions. In total, we recruited 2249 participants from 57 HIV clinics as part of the clinic survey and retrieved 1637 complete responses as part of the community survey. The findings will provide much-needed information for improving HIV prevention interventions and access to services for migrant communities.” Este artigo encontra-se
 aqui em acesso livre.

 

"Cultural competence in mental health nursing: validity and internal consistency of the Portuguese version of the multicultural mental health awareness scale", autores: Ana Paula Monteiro e Alexandre Bastos Fernandes
Neste artigo publicado no volume 16, da BMC Psychiatry, em 2016, os autores desenvolvem “a study testing the reliability and validity of the Portuguese version of the Multicultural Mental Health Awareness Scale–MMHAS in a sample of Portuguese nurses. Following a standard forward/backward translation into Portuguese, the adapted version of MMHAS, along with a sociodemographic questionnaire, were applied to a sample of 306 Portuguese nurses (299 males, 77 females; ages 21–68 years, M = 35.43, SD = 9.85 years). A psychometric research design was used with content and construct validity and reliability. Reliability was assessed using internal consistency and item–total correlations. Construct validity was determined using factor analysis. The factor analysis confirmed that the Portuguese version of MMHAS has a three-factor structure of multicultural competencies (Awareness, Knowledge, and Skills) explaining 59.51 % of the total variance. Strong content validity and reliability correlations were demonstrated. The Portuguese version of MMHAS has a strong internal consistency, with a Cronbach's alpha of 0.958 for the total scale. The results supported the construct validity and reliability of the Portuguese version of MMHAS, proving that is a reliable and valid measure of multicultural counselling competencies in mental health nursing. The MMHAS Portuguese version can be used to evaluate the effectiveness of multicultural competency training programs in Portuguese-speaking mental health nurses. The scale can also be a useful in future studies of multicultural competencies in Portuguese-speaking nurses.” Este artigo encontra-se
 aqui em acesso livre.

 

"Hypertension Control at the Primary Health Care: A Comparison Among Portuguese Natives and Portuguese Speaking African Coutries Immigrants", de Elisa Lopes, Violeta Alarcão, Rui Simões, et al.
Neste artigo publicado no volume 29 da Acta Médica Portuguesa, em 2016, os autores tiveram como propósito “To compare frequency of control in treated hypertension and to identify characteristics associated with uncontrolled and treated hypertension between Portuguese natives (Caucasian) and Portuguese Speaking African Coutries immigrants (black). Material and Methods: Cross-sectional study of patients with treated hypertension, 40-80 years old, randomized from Primary Health Care of Lisbon Region. We collected sociodemographic, clinical and health care data through structured interviews. We compared the frequency of patients with uncontrolled hypertension, and identified related factors through univariate and multivariate analysis. Results: In this study participated 786 patients with treated hypertension (participation rate: 71%): 449 natives and 337 immigrants. Of these, 46% had controlled hypertension. Diastolic blood pressure was higher in younger immigrants. Were associated with no control, in natives, male sex, low education, going to emergency and / or nursing services and not looking for the family doctor; on immigrants, being single, using the pharmacist, the number of years of illness and intentional non-adherence. Discussion: Treated hypertension control has been increasing for last years. Natives and immigrants differ, regarding blood pressure control, relatively to the frequency of family doctor consultation, and resorting to other services and health professionals. These differences didn´t reflect in statistically different control rates. Conclusions: It is needed to define strategies to control hypertension in primary health care specific for ethnic groups. Este artigo encontra-se aqui em acesso livre.

 

“Chronic disease in the ethnic minority and migrant groups: time for a paradigm shift in Europe”, de Pietro Amedeo Modesti, Francesco Perticone, Gianfranco Parati, Enrico Agabiti Rosei, Domenico Prisco
Neste artigo publicado no volume 11 do Internal and Emergency Medicine, em 2016, os autores referem que: “(...) a shift towards non-communicable diseases is being observed in minority groups living in Europe, as a result of many concomitant factors. European countries need to be prepared by the implementation of (1) scientific and cultural training of health workers, (2) collection of sound data (3), and development of culturally adapted preventive health policies. It is now time to move the issue of the health of ethnic minorities higher up on the agenda of Europe.” Este artigo encontra-se
 aqui em acesso livre.