Migrações e Remessas Familiares nas coleções do OM

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Migrações e Remessas Familiares nas coleções do OM

O Observatório tem vindo a estudar o tema das migrações e remessas familiares, através da publicação de livros e da sistematização e análise de dados estatísticos e administrativos que aqui se destacam:

 

Coleção Estudos

 

ESTUDO OM 27: A importância e o impacto das remessas dos imigrantes em Portugal no desenvolvimento de Cabo Verde, de André Corsino Tolentino, Carlos Manuel Rocha e Nancy Curado Tolentino, abril de 2008: O estudo aborda as migrações na regulação da globalização, as causas da mudança de perspetiva que puxou o fenómeno migratório para o primeiro plano das políticas públicas nas últimas três décadas e o estado das remessas e do seu impacto no desenvolvimento. O estudo constitui-se como um esboço de manual para ajudar na construção de um quadro de referência, permitindo avaliar o défice de informação e definir estratégias para o preenchimento das lacunas e o aprimoramento dos mecanismos de recolha, tratamento e registo de dados. Por fim dedica-se às remessas dos imigrantes cabo-verdianos. Também conta como o inquérito em Portugal e Cabo Verde contribuiu para a redução do défice de informação. O estudo termina com um conjunto de conclusões e recomendações como contributo dos autores ao conhecimento da realidade e aprimoramento das políticas públicas e da ação das entidades não estatais ao serviço dos três grandes beneficiários que são o migrante e a sua família, o país de acolhimento e o país de origem. Este estudo do OM pode ser encontrado aqui.

 

Coleção Imigração em Números

 

“Migrações e remessas”, in Indicadores de integração de imigrantes: relatório estatístico anual 2018, de Catarina Reis Oliveira (coord.) e Natália Gomes, Coleção Imigração em Números do OM, pp. 295-302, dezembro de 2018: A análise dos dados das remessas dos últimos vinte anos (entre 1996 e 2016), permite retratar sempre saldos muito positivos da relação das remessas que entram e das remessas que saem do país, o que reflete que as remessas que entram no país (dos emigrantes portugueses) suplantam as que saem do país (dos imigrantes residentes em Portugal), representando em 2016 um saldo de +2.809,3 milhões de euros que sobe em 2017 para um saldo de +3.036,5 milhões de euros. As remessas dos imigrantes residentes em Portugal para os seus países de origem tiveram uma evolução muito positiva desde a viragem do século, tendo atingido o seu pico em 2006, ano em que totalizaram 609,8 milhões de euros. Desde então as remessas dos imigrantes tenderam a descer, apresentando sinais de recuperação de 2015 para 2016, de 522,6 milhões de euros para 533,9 milhões de euros, respetivamente, embora se observe uma nova descida em 2017 para 518,2 milhões de euros. Relatório disponível aqui.

 

“Migrações e remessas”, in Indicadores de integração de imigrantes: relatório estatístico anual 2017, de Catarina Reis Oliveira (coord.) e Natália Gomes, Coleção Imigração em Números do OM, pp. 257-262, dezembro de 2017: Portugal continua a ser um país com uma diáspora emigrante importante e ativa no envio de remessas, suplantando muito as remessas que entram no país (dos emigrantes portugueses) face às remessas que saem do país (dos imigrantes residentes em Portugal), representando em 2016 um saldo de +2.809,3 milhões de euros. As remessas dos imigrantes residentes em Portugal para os seus países de origem tiveram uma evolução muito positiva desde a viragem do século, tendo atingido o seu pico em 2006, ano em que totalizaram 609,8 milhões de euros. Desde então as remessas dos imigrantes tenderam a descer, apresentando sinais de recuperação de 2015 para 2016, de 522,6 milhões de euros para 533,9 milhões de euros, respetivamente. Relatório disponível aqui.

 

“Migrações e remessas”, in Indicadores de integração de imigrantes: relatório estatístico anual 2016, de Catarina Reis Oliveira (coord.) e Natália Gomes, Coleção Imigração em Números do OM, pp. 175-178, outubro de 2016: Mantendo a tendência dos últimos anos de diminuição das remessas de imigrantes, em 2014 o montante global das remessas de imigrantes para os países de origem fixou-se nos 535 milhões de euros, menos 3,8% face ao ano anterior e menos 8,7% face ao início desta década. Mantém-se em 2014 os principais países de destino, por ordem de importância, das remessas de imigrantes: o Brasil (47,7%), China (13,7%), França (3,5%), Ucrânia (3,2%), Roménia (2,9%), Espanha e Angola (2,6%) e Cabo Verde (2,7%), refletindo as populações numericamente mais representadas no país. Portugal continua também a ter um saldo positivo na relação entre as remessas que entram no país (com origem na emigração portuguesa) face às remessas que saem da imigração residente no país. Em 2014 o saldo foi positivo em 2.525,9 milhões de euros (+2,6% face ao ano anterior e +36,7% face ao início da década), refletindo que Portugal continua a ser também um país de emigração. Relatório disponível aqui.

 

“Remessas”, in Monitorizar a integração de imigrantes em Portugal: relatório estatístico decenal, de Catarina Reis Oliveira (coord.) e Natália Gomes, Coleção Imigração em números do OM, pp. 209-212, dezembro de 2014: Relativamente à evolução global das remessas de imigrantes na última década, os dados mostram que estas registaram um aumento significativo no período entre 2000 e 2006 – as remessas triplicaram, passando de 189 milhões de euros, em 2000, para 610 milhões de euros em 2006 (ano em que se atinge o pico da década em análise). Nos últimos anos interrompeu-se esta trajetória de crescimento, refletindo a crise económica e a redução do número de residentes estrangeiros no país. Em 2012 o montante global das remessas de imigrantes para os países de origem fixou-se nos 526 milhões de euros, constatando-se que os principais países de destino são, por ordem de importância: o Brasil (42,9%), Ucrânia (7,4%), França (3,8%), Espanha, Roménia e Angola (2,9%) e Cabo Verde (2,7%). Quando se comparam os dados de 2000 com os dados de 2012, sobressaem algumas alterações, verificando-se o crescimento das remessas com destino à Ucrânia (+37 milhões de euros), Brasil (+192 milhões) e Roménia (+11 milhões). Para estes resultados muito contribui o significativo aumento dos residentes de nacionalidade brasileira, ucraniana e romena entre os Censos 2001 e 2011. Relatório disponível aqui.