Channelling mobilities: migrant-owned businesses as mobility infrastructures

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Philipp Roman Jung e Franz Buhr

Mobilities, setembro de 2021

 

As infraestruturas identificadas nos estudos migratórios estão geralmente associadas a disposições sóciomateriais de controlo migratório (por ex., aeroportos e centros de detenção), que enfatizam geometrias e hierarquias de poder altamente estratificadas. Os debates mais recentes acerca das infraestruturas de chegada têm, no entanto, vindo a enfatizar o carácter informal, efémero e improvisado das infraestruturas ‘bottom-up’.  Partindo de uma compreensão mais alargada do conceito de infraestrutura, este artigo analisa o papel das empresas de imigrantes enquanto infraestruturas urbanas onde se cruzam diversos tipos de mobilidade. Especificamente, são analisadas as pequenas empresas estabelecidas por imigrantes senegaleses no Brasil (nas cidades de Caxias do Sul e São Paulo) e os cafés detidos por brasileiros em Portugal (em Lisboa). Enquanto as empresas no Brasil são orientadas sobretudo para as necessidades dos senegaleses e de outros imigrantes (lojas de transferência de dinheiro, de tecnologia e comunicação, de ofertas de emprego), os cafés detidos por brasileiros em Portugal funcionam como espaços de ‘co-working’ e de convívio social para turistas, nómadas sociais e outros criativos urbanos. Os autores discutem a forma como estas empresas tanto são o resultado como impulsionam a mobilidade.
 
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