Destaque Estatístico OM: Residentes no Sistema Escolar na UE28

Imagem em Destaque
Destaque Estatístico OM: Residentes no Sistema Escolar na UE28

Sabia que Portugal está entre os países da UE28 com menor taxa de abandono escolar precoce junto da população imigrante com 18-24 anos?

 

O abandono escolar precoce afeta particularmente a população imigrante e representava, em 2018, mais do dobro do verificado entre a população nativa, respetivamente 20,7% e 9,5%. Contudo ao longo da última década o abandono escolar tem vindo a diminuir e de forma mais acentuada junto da população imigrante, (-9 pp), o que permitiu reduzir a diferença face à população nativa.

 

Evolução da taxa de abandono escolar precoce na população com 18-24, de acordo com o país de nascimento, em 2018 (%)

Fonte: Eurostat

 

Em 2018, Portugal estava entre os oito países da UE28 com menor taxa de abandono escolar precoce junto da população imigrante (18-24 anos), 12,8%, e encontra-se muito abaixo (-8,8 pp) da média da UE28, com 20,2%. A Irlanda, com 3,4%, o Luxemburgo com 6,0% a República Checa com 7,6%, o Reino Unido com 8,9%, Dinamarca com 9,9%, a Holanda com 11,1%, a Eslovénia com 11,6% e a Finlândia com 12,7% são os países da EU28 que apresentaram, em 2018, taxas de abandono escolar precoce inferiores a Portugal. Na situação contrária, estava a Itália com o valor mais elevado, 35,2%, seguida de Espanha com 32% da Alemanha com 24,1% que representam os países com uma maior taxa de abandono escolar precoce entre a população imigrante.

 

Taxa de abandono escolar precoce na população com 18-24 anos de acordo com o país de nascimento da população em 2018 (%)

Fonte: Eurostat. Nota: Representados apenas os países com dados disponíveis

 

A comparação entre a taxa de abandono escolar precoce na população nativa e na população imigrante evidencia realidades muito distintas nos países da UE28. Portugal está entre os países que apresenta uma diferença menor entre a taxa de abandono escolar verificada na população nativa e na população imigrante, apenas 1 pp, a par de Malta com 1,7pp. Na situação oposta, encontram-se países como a Itália (23,2 pp); Espanha (17,1pp); e Áustria (11,5pp), Espanha e Áustria, em que esta realidade atinge de forma muito diferente estes dois grupos da população. De referir ainda que no Reino Unido, Irlanda e Luxemburgo, a taxa de abandono escolar precoce da população imigrante é inferior à verificada na população nativa.

 

Sabia que Portugal é um dos países da UE28 com menor taxa de jovens imigrantes que não trabalham nem estudam?

 

Na última década, a percentagem da população jovem (15-29) que não trabalha nem estuda NEET( Neither in Employment nor in Education and Training) tem-se mantido relativamente estável independentemente do grupo populacional, nativo ou imigrante. Nos anos de crise económica, em particular 2012/2013, observou-se um aumento deste fenómeno, em todos os grupos da população, que voltou a retomar os valores habituais nos anos seguintes.

Em 2018 a taxa de NEET na União Europeia era de 12,1% na população nativa, de 14,7% na população imigrante de países da União Europeia e de 21,6% na população imigrante proveniente de países terceiros.

Os dados apresentados evidenciam uma vez mais os contrastes entre os grupos populacionais e em particular a grande disparidade entre a realidade das comunidades nativas e da população imigrante de países terceiros.

 

Percentagem de jovens com 15-29 anos que não trabalha nem estuda, de acordo com o país de nascimento, na UE28, 2008-2018 (%)

Fonte: Eurostat

 

De acordo com os dados publicados pelo Eurostat, os países da União Europeia evidenciam realidades muito distintas e algumas tendências. Em 2018, todos os países apresentaram taxas de NEET da população imigrante superiores às da população nativa. Portugal revela uma vez mais um desempenho positivo no que diz respeito a este indicador de integração. A percentagem da população em situação NEET era de 9,3% da população nativa e 12,7% da população imigrante. Abaixo de Portugal surge a Holanda, com 10,7% de imigrantes que não trabalham nem estudam, seguindo-se, a par do nosso país, a Polónia, com 12,2%, Malta, com 12,3%, Suécia, com 12,4% e a Dinamarca, com 12,6%. A Grécia foi, em 2018, o país da UE28 com maior percentagem de imigrantes que não trabalha nem estuda, seguindo-se a Itália com 34,1%, a França com 25,4%, Espanha com 24,9%, Bélgica com 24,8%, Eslovénia com 22,4%, Alemanha com 20,5% e Áustria com 20%.

 

Percentagem da população jovem com 15-29 anos que não trabalha nem estuda, por país de nascimento, em 2018

Fonte: Eurostat. Nota: Representados apenas os países com dados disponíveis